Ao longo de 2025, a Paraíba apresentou uma média de nove óbitos diários por doenças cardiovasculares, totalizando 3.301 mortes relacionadas ao coração e à circulação sanguínea. Os números constam do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, com dados referentes ao estado atualizados na quarta-feira (29) e encaminhados ao g1 pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB).
O levantamento abrange mortes por infarto agudo do miocárdio, insuficiência cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC), nas formas isquêmica e hemorrágica, organizadas por faixa etária.
Infarto foi a principal causa entre as doenças cardiovasculares
O infarto agudo do miocárdio concentrou o maior número de óbitos na Paraíba em 2025, com 2.141 registros. A distribuição por idade mostra maior ocorrência entre idosos, mas também inclui faixas mais jovens:
- 19 a 29 anos: 10 mortes
- 30 a 49 anos: 194 mortes
- 50 a 69 anos: 802 mortes
- 70 anos ou mais: 1.133 mortes
Insuficiência cardíaca
A insuficiência cardíaca foi responsável por 686 mortes no estado em 2025, com aumento dos casos nas faixas etárias mais avançadas:
- 30 a 49 anos: 69 mortes
- 50 a 69 anos: 270 mortes
- 70 anos ou mais: 334 mortes
O levantamento também registrou três mortes por insuficiência cardíaca em crianças de 1 a 9 anos, além de um óbito na faixa de 19 a 29 anos.
Acidente vascular cerebral (AVC)
Somando AVC isquêmico e hemorrágico, foram contabilizadas 474 mortes por esse grupo de causas em 2025. A maior parte dos registros ocorreu entre pessoas mais idosas:
- 30 a 49 anos: 20 casos
- 50 a 69 anos: 97 casos
- 70 anos ou mais: 357 casos
No recorte regional, a Paraíba ficou na 5ª posição no Nordeste em mortes por infarto, com 2.141 casos, dentro de um total regional de 24.234 óbitos por essa causa, ficando atrás de Bahia, Pernambuco, Ceará e Maranhão. Em insuficiência cardíaca, o estado também ocupou o 5º lugar, com 686 mortes em um total regional de 7.639. No caso do AVC, a Paraíba apareceu na 6ª colocação, atrás de Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão e Alagoas.
Os dados refletem os registros oficiais do SIM do Ministério da Saúde e foram atualizados pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba na última quarta-feira (29).
Com informações de Jornaldaparaiba



