O presidente estadual do PSD, Pedro Cunha Lima, declarou nesta quarta-feira (25) que avalia retirar seu nome da lista de pré-candidatos ao Governo da Paraíba nas eleições de 2026. A afirmação foi feita durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, quando o ex-deputado federal admitiu que o cenário político “é diferente” do observado em 2022 e apontou dificuldades para manter a postulação.

Filho do ex-senador Cássio Cunha Lima e neto do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, o dirigente partidário reconheceu que a falta de mandato e a ausência de uma base estruturada minam a viabilidade de uma candidatura ao Executivo estadual. “Estou sem mandato e com estrutura que não tem base fortalecida. O que não vai sair de mim é o ativismo de lutar por uma Paraíba melhor”, explicou.

Possíveis rumos em 2026

Diante desse diagnóstico, Pedro não descarta concorrer a outros cargos. Entre as alternativas citadas estão uma vaga ao Senado ou o retorno à Câmara dos Deputados. “As possibilidades estão abertas e quero participar de um movimento coletivo”, disse, ressaltando que não pretende integrar nenhuma chapa como vice.

O dirigente contou que esteve em Brasília na terça-feira (24) para discutir o tema com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Segundo ele, a prioridade é assegurar que a oposição paraibana marche unida no próximo pleito. “O mais importante é que a oposição se mantenha unida”, detalhou, acrescentando que tem dialogado com outros pré-candidatos ao Palácio da Redenção.

Relação com aliados e divisão familiar

Questionado sobre divergências internas no grupo Cunha Lima, que comanda a Prefeitura de Campina Grande, o político minimizou o impacto da falta de consenso. Ele lembrou que o primo e prefeito campinense, Bruno Cunha Lima (PSD), apoia a pré-candidatura de Efraim Filho (União Brasil), enquanto um tio já manifestou apoio a Cícero Lucena (PP) para 2026. “Isso revela a fragilidade da minha candidatura e o que é óbvio”, avaliou, reiterando não querer ser obstáculo à convergência opositora.

Apesar do cenário, Pedro afirmou que continuará articulando com Efraim Filho e Cícero Lucena, ambos já posicionados como pré-candidatos ao Executivo estadual. Ele também reiterou disposição para cooperar com outras lideranças que busquem um pacto eleitoral contra a base governista.

Sem confirmar datas para uma decisão definitiva, o ex-deputado destacou que o debate interno no PSD seguirá até que o quadro eleitoral esteja mais claro. “Posso disputar a vaga na Câmara Federal como também a do governo”, finalizou, enfatizando que sua participação dependerá da estratégia coletiva da oposição.

Com informações de Clickpb