Relatório do Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), indica que a Paraíba figura entre os quatro estados brasileiros onde pessoas negras têm maior risco de homicídio.

Segundo o levantamento, uma pessoa negra na Paraíba tem 5,5 vezes mais chance de ser assassinada do que uma pessoa não negra. No ranking estadual desse indicador, o estado fica atrás apenas de Alagoas, Amapá e Sergipe.

Os dados referentes a 2024 apontam 925 homicídios de pessoas negras no estado, o que corresponde a uma taxa de 34,1 mortes por 100 mil habitantes negros. Em comparação, a taxa entre pessoas não negras foi de 6,2 homicídios por 100 mil habitantes, com 88 mortes registradas nesse grupo no mesmo ano.

O Atlas da Violência também mostra crescimento em relação ao ano anterior. Em 2023, a Paraíba havia contabilizado 902 homicídios de pessoas negras, com taxa de 33,6 mortes por 100 mil habitantes negros. Entre 2023 e 2024 houve aumento de 2,5% no número absoluto de vítimas negras e crescimento de 1,5% na taxa de mortalidade dessa população.

O levantamento traz ainda informações sobre homicídios entre mulheres. Em 2024, a Paraíba registrou 71 homicídios de mulheres, resultando em uma taxa de 3,4 mortes por 100 mil mulheres.

Dentre as mulheres, 54 vítimas eram negras, o que equivale a uma taxa de 4 mortes por 100 mil mulheres negras, superior à taxa observada entre mulheres não negras, que foi de 1,6 homicídio por 100 mil.

Os números constam no relatório elaborado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e refletem a divisão por raça/cor nos registros de homicídios no estado da Paraíba.

Com informações de Jornaldaparaiba