A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26), uma operação em Lucena, no litoral norte da Paraíba, para cumprir um mandado de busca e apreensão na residência de um homem investigado por armazenar vídeos de abuso sexual de crianças. A ação teve início nas primeiras horas do dia e reuniu equipes especializadas em crimes cibernéticos.

Durante o cumprimento do mandado, os policiais recolheram computadores, telefones celulares, mídias portáteis e outros dispositivos eletrônicos que podem conter registros de exploração sexual infantil. Todo o material foi lacrado e encaminhado para perícia técnica, que irá verificar a existência dos arquivos ilícitos e tentar identificar a origem das gravações.

Paralelamente à busca, a Justiça autorizou a quebra do sigilo telemático do investigado. Com isso, os agentes poderão acessar contas de e-mail, mensagens trocadas em aplicativos, perfis em redes sociais e demais serviços on-line vinculados ao suspeito, ampliando o alcance da investigação digital.

Proteção integral

Em nota oficial, a Polícia Federal afirmou que a iniciativa faz parte de um programa permanente de repressão qualificada a crimes que atentam contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Segundo o texto, todas as medidas adotadas observam as normas vigentes e se fundamentam no princípio da proteção integral previsto na Constituição Federal e reafirmado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Orientações a pais e responsáveis

A corporação aproveitou a operação para alertar famílias sobre os cuidados necessários no ambiente virtual. O órgão recomenda diálogo constante com crianças e adolescentes sobre os riscos na internet, instruções claras sobre o uso seguro de redes sociais, jogos e aplicativos, além de acompanhamento próximo das atividades on-line. Mudanças repentinas de comportamento, como isolamento ou sigilo excessivo em relação ao celular e ao computador, devem acender um sinal de alerta. A PF reforça que a prevenção é a maneira mais eficaz de proteger menores e que a informação “pode salvar vidas”.

Nome da operação

A ação foi batizada de “Discovery” (“descoberta”, em inglês), numa alusão ao trabalho de busca e identificação dos responsáveis por crimes de pornografia infantil.

Até o momento, não há confirmação de prisão em flagrante. Caso a perícia comprove o armazenamento de material pornográfico envolvendo crianças ou adolescentes, o investigado poderá responder pelo artigo 241-B do ECA, cuja pena varia de um a quatro anos de reclusão, além de multa. As investigações seguem sob sigilo judicial.

Com informações de Maispb