A Polícia Federal iniciou, na madrugada desta segunda-feira (17), uma operação em Sobrado, no Sertão da Paraíba, para apurar a suspeita de armazenamento e distribuição de imagens de abuso sexual infanto-juvenil. Agentes federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na residência de um homem que, segundo as investigações, participava de um grupo no WhatsApp dedicado ao compartilhamento desse tipo de conteúdo.
A ação integra a Operação Rescue, instaurada a partir de notícia-crime encaminhada pela ONG Safernet, organização que monitora denúncias de crimes cibernéticos no país. A partir do relato recebido, equipes de inteligência rastrearam os administradores e frequentadores do grupo na plataforma de mensagens, o que permitiu individualizar os usuários e solicitar medidas judiciais de urgência.
Durante o cumprimento da decisão expedida pela Justiça Federal, foram recolhidos computadores, telefones celulares e dispositivos de armazenamento digital. Todo o material será submetido à perícia criminal da PF para verificar a presença de fotos ou vídeos com conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes, além de identificar indícios de envio ou recebimento desses arquivos.
De acordo com a corporação, a identidade do suspeito permanece sob sigilo para não comprometer as próximas etapas do inquérito. Caso fique comprovada a prática dos crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, o investigado poderá responder pelos artigos que tratam do armazenamento e da divulgação de pornografia infantil, cujas penas podem chegar a até seis anos de reclusão, aumentadas em caso de compartilhamento.
Os policiais também analisarão dados de conexão extraídos dos equipamentos apreendidos, com o objetivo de mapear outros possíveis participantes do grupo. A PF informou que novas diligências não estão descartadas e que a cooperação com a Safernet continuará para identificar redes similares.
O material apreendido será encaminhado ao setor de perícias da Superintendência da Polícia Federal na Paraíba. O resultado da análise técnica vai embasar relatórios que serão enviados ao Ministério Público Federal, responsável por eventual denúncia à Justiça.
Até o momento, não há registro de prisões em flagrante durante a ação. A investigação segue em sigilo.
Com informações de G1



