A Polícia Federal (PF) determinou o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão da corporação. O parlamentar, eleito deputado federal por São Paulo em 2015, estava licenciado da carreira policial para exercer o mandato na Câmara dos Deputados e, segundo a PF, deve reassumir as atividades funcionais sem qualquer prazo adicional para apresentação.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo está atualmente fora do Brasil. Conforme as informações divulgadas, o deputado permanece em território norte-americano e é considerado foragido pelas autoridades brasileiras. A ausência no país, contudo, não impediu que a PF emitisse a ordem de reapresentação imediata ao quadro de servidores efetivos.

A medida foi formalizada nesta sexta-feira, 2 de janeiro de 2026, data em que o documento interno da PF foi registrado. No texto, a corporação lembra que o afastamento de servidores concursados para ocupação de cargos eletivos não extingue o vínculo funcional. Assim, ao término ou em caso de impedimento do mandato, o servidor deve retomar o posto originalmente ocupado.

Eduardo Bolsonaro ingressou na Polícia Federal por concurso público, na função de escrivão, antes de iniciar a carreira política. Com a eleição para a Câmara dos Deputados em 2015, solicitou licença do trabalho policial, como permite a legislação. Desde então, exerce mandatos consecutivos, mantendo o afastamento da PF.

Apesar da determinação para retorno, não há até o momento confirmação sobre eventuais medidas disciplinares ou administrativas caso o deputado não se apresente. A condição de foragido em solo norte-americano, mencionada pelo órgão, sinaliza que a corporação poderá adotar procedimentos internos adicionais se a ordem não for cumprida.

O despacho também cita a necessidade de atualização cadastral junto aos setores de Recursos Humanos da PF, etapa considerada fundamental para a normalização do vínculo funcional. O documento pontua que, enquanto permanecer ausente, o deputado não poderá exercer prerrogativas ou receber remuneração relativas ao cargo policial.

Até o fechamento desta reportagem, a defesa de Eduardo Bolsonaro não se manifestou sobre a determinação, nem informou se o parlamentar pretende retornar ao Brasil para cumprir a ordem de reapresentação.

Com informações de Paraibaonline