Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, foi detido preventivamente na manhã deste sábado, 22 de junho, em Brasília. A prisão foi realizada pela Polícia Federal (PF) por volta das 6h, em cumprimento a mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a corporação, trata-se de medida cautelar, não de execução de pena. O objetivo principal é a garantia da ordem pública, de acordo com informações iniciais obtidas pela imprensa.
Condução e chegada à PF
Após a detenção, um comboio transportou o ex-chefe do Executivo até a sede da PF na capital federal, onde ele chegou às 6h35. Bolsonaro foi encaminhado a uma sala de Estado, espaço reservado para autoridades de alto escalão, como ex-presidentes da República.
Motivação da medida
A decisão do STF, solicitada pela Polícia Federal, considerou o risco à segurança pública. Na véspera, 21 de junho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) havia convocado uma vigília em apoio ao pai, o que, segundo avaliação da corporação, poderia trazer ameaça aos participantes e aos agentes de segurança.
Situação jurídica anterior
Desde 4 de agosto, Jair Bolsonaro cumpria prisão domiciliar imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, também do STF, por descumprimento de medidas cautelares. Essas restrições haviam sido fixadas em investigações que tramitam na Corte envolvendo o ex-mandatário.
Procedimentos após a prisão
Com a formalização da detenção preventiva, Bolsonaro permanecerá sob custódia na Superintendência da Polícia Federal enquanto a Justiça analisa eventuais pedidos de revogação ou substituição da medida. Não há, até o momento, previsão de transferência para outra unidade nem definição sobre audiência de custódia.
Em nota oficial divulgada na manhã deste sábado, a PF confirmou apenas o cumprimento do mandado e informou que outras informações serão divulgadas “no momento oportuno”, respeitando o sigilo das investigações.
Familiares e aliados do ex-presidente ainda não se manifestaram publicamente sobre a prisão. A defesa de Bolsonaro não comentou o caso até a última atualização desta reportagem.
Com a detenção deste sábado, o ex-presidente volta a ficar sob custódia da Polícia Federal, agora em regime de prisão preventiva, enquanto prossegue a análise judicial sobre os desdobramentos da operação.
Com informações de Jornaldaparaiba




