A Polícia Civil da Paraíba obteve as gravações do circuito interno de segurança do edifício localizado no bairro do Altiplano, em João Pessoa, onde o apartamento da desembargadora Fátima Bezerra foi invadido e teve objetos furtados. O material está sendo periciado na tentativa de identificar quem participou da ação.
O crime veio a público no domingo (28). De acordo com investigadores ouvidos pela reportagem, ainda não é possível estabelecer a data exata da invasão nem estimar o valor do prejuízo, já que a proprietária segue conferindo o que foi levado. A magistrada não se encontrava no imóvel no momento do arrombamento.
Os policiais responsáveis pelo caso informaram que, até a noite de segunda-feira (29), esperam concluir diligências que possam apontar suspeitos. Não há, por enquanto, confirmação se o furto foi praticado por um único autor ou por um grupo, e todas as hipóteses permanecem em aberto.
Sobre o material subtraído, a corporação esclareceu que a quantidade e o tipo de objetos ainda não podem ser detalhados. A desembargadora realiza um levantamento completo para repassar a relação à polícia, que utilizará a lista no inquérito.
Em nota, a assessoria de Fátima Bezerra informou que ela passa bem e colabora com as autoridades. A desembargadora, segundo o comunicado, estava fora de casa quando ocorreu a invasão, informação confirmada pela Polícia Civil.
Trajetória da magistrada
Natural de João Pessoa, Fátima Bezerra ingressou na magistratura em 1984, iniciando a carreira na Comarca de Pilões. Posteriormente, atuou em Guarabira, Rio Tinto, Bayeux e Campina Grande. Em 2002, tornou-se a primeira mulher a compor o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Entre 2013 e 2014, presidiu o TJPB. No biênio 2017/2019, ocupou a Ouvidoria-Geral da Justiça. Também comandou o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) de 2022 a 2024 e, em março de 2025, foi designada presidente do Comitê de Incentivo à Participação Feminina do TJPB.
Fátima é viúva do ex-governador José Maranhão, falecido em fevereiro de 2021 em decorrência de complicações da Covid-19.
As investigações sobre o furto seguem sob sigilo até que todos os elementos colhidos sejam analisados. Novas informações devem ser divulgadas pela Polícia Civil assim que houver avanços concretos.
Com informações de Jornaldaparaiba




