A Prefeitura de Cajazeiras, no Sertão paraibano, prepara documentação para solicitar a posse provisória do edifício que abrigava a antiga Telemar, situado ao lado da Praça Coronel Emídio Cartaxo, no centro da cidade. O imóvel, sem uso desde o encerramento das atividades da operadora de telefonia, foi atingido por dois incêndios em um intervalo de sete dias neste mês de novembro.
O primeiro foco de chamas ocorreu na madrugada de 6 de novembro; o segundo, na madrugada do dia 13. Em nenhuma das ocorrências houve registro de feridos. As informações são do subcomandante do 5º Batalhão de Bombeiro Militar (BBM) em Cajazeiras, capitão Teodózio.
De acordo com o oficial, a administração municipal pretende reunir laudos técnicos, boletins de ocorrência do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, além de outros documentos que comprovem atos de vandalismo, para embasar o pedido de emissão de posse. O objetivo é reformar o prédio e instalar ali um órgão público, ainda não definido.
O Corpo de Bombeiros já realizou vistoria na estrutura e emitiu relatório. A corporação optou por não solicitar a interdição do imóvel neste momento para não atrasar o trâmite que pode resultar na transferência de posse ao município. Paralelamente, foi solicitada perícia para apurar as causas dos incêndios.
Segundo o capitão Teodózio, o prédio permaneceu abandonado após a saída da Telemar, tornando-se refúgio eventual para pessoas em situação de rua e alvo de suspeita de uso por dependentes químicos. Apesar dos dois sinistros, a vistoria apontou que não há risco iminente de desabamento. “Os focos combatidos não comprometeram a estrutura a ponto de oferecer perigo de colapso”, detalhou o subcomandante.
Reuniões sobre a situação do imóvel vêm ocorrendo semanalmente desde o início de outubro entre representantes do Corpo de Bombeiros, da Prefeitura e de outros órgãos. Caso o município não consiga a posse, o capitão afirmou que a corporação deverá emitir termo de interdição e acionar instâncias competentes para impedir o acesso de pessoas ao local, a fim de evitar novos episódios de vandalismo e incêndio.
Com informações de Diariodosertao



