Campina Grande planeja medidas emergenciais para revitalização do Açude Velho
A Prefeitura de Campina Grande, no Agreste da Paraíba, estuda alternativas para aumentar a oxigenação da água do Açude Velho após a retirada de mais de 5 toneladas de peixes mortos. A ação faz parte de um conjunto de intervenções emergenciais coordenadas pela Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente (Sesuma), que ainda não definiu prazos ou quantidade de equipamentos a serem instalados.
Segundo a Sesuma, a primeira etapa consiste na limpeza do reservatório, com a remoção do material biológico acumulado desde o domingo (11). A operação mobiliza mais de 60 servidores e voluntários, que recolhem os peixes para encaminhá-los a um aterro sanitário. Em paralelo, técnicos avaliam a instalação de aeradores — dispositivos responsáveis por promover a circulação e o aporte de oxigênio na massa d’água.
Na segunda-feira (12), representantes da Secretaria de Obras (Secob), da Secretaria de Planejamento (Seplan), da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba (MPPB) se reuniram para definir estratégias de curto e médio prazo. Durante o encontro, confirmou-se a expectativa de lançar uma licitação para a requalificação completa do Açude Velho até o final do primeiro semestre de 2026.
O secretário de Obras, Joab Machado, informou que estudos técnicos estão em andamento em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande. “Estamos mapeando as intervenções necessárias para assegurar, além das ações emergenciais, uma solução definitiva. O projeto inclui obras que trarão benefícios ambientais e urbanos para toda a região”, declarou Machado.
Entre as propostas de médio prazo, constam a dragagem do reservatório para retirada de sedimentos, melhorias nas calçadas ao redor do açude, instalação de mobiliário urbano, adequação de acessos para pessoas com deficiência e implantação de sistemas de tratamento de água mais eficientes.
Especialistas apontam que a mortandade frequente de peixes está relacionada ao aumento de fósforo e nitrogênio na água, que formam camadas que impedem a circulação de oxigênio, sobretudo neste período do ano. O fenômeno tem gerado mau cheiro e transtornos à população que reside nas proximidades do cartão-postal.
O secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Dorgival Vilar, ressaltou que o uso de aeradores já ocorre de forma pontual e será ampliado para minimizar os impactos imediatos à fauna aquática.
As medidas emergenciais visam conter a crise atual e servirão de base para o plano mais amplo de recuperação do Açude Velho, que deverá integrar soluções ambientais e urbanísticas.
Com informações de G1



