O presidente da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Marcos Vinícius, contestou nesta segunda-feira (19) as críticas de prefeitos que apontam a estatal como principal responsável pela falta de água em diversos municípios do estado. Em entrevista ao programa Hora H, veiculado pela TV Norte Paraíba, ele afirmou que a percepção negativa não considera a complexidade técnica e financeira das soluções adotadas pela empresa.
Segundo Marcos Vinícius, há uma “narrativa” que transforma a Cagepa no “maior inimigo” do governo estadual em função de problemas no abastecimento, mas ele destacou que muitos dos projetos exigem engenharia avançada, captação de recursos e aporte de alto investimento. Apenas no último ano e meio, a companhia aplicou mais de R$ 123 milhões, com prioridade para pequenos municípios.
O presidente citou intervenções em localidades da Serra do Teixeira, como Teixeira e Maturéia, onde foi necessário realizar obras estruturantes para garantir o fornecimento de água. Outro exemplo lembrado foi o município de Caturité, que recebeu aproximadamente R$ 12 milhões para melhorias em sua rede de abastecimento.
“Quem investiria R$ 12 milhões em um município pequeno como Caturité se não fosse uma empresa pública?”, questionou Marcos Vinícius, destacando o papel social da Cagepa em regiões remotas.
Ao relatar experiências em campo, ele mencionou o relato de um morador que soube “de três gerações esperando água encanada”: o avô, o pai e o próprio cidadão que testemunhou, finalmente, a instalação do sistema. Para o dirigente, “isso não é discurso político, isso é realidade”.
Além dos exemplos já citados, o presidente da Cagepa mencionou obras emergenciais em Campo Alegre (em Vierópolis) e Nazarezinho (próximo a Sousa), onde populações locais passaram a ter acesso à água de qualidade pela primeira vez.
Em relação ao impacto eleitoral, Marcos Vinícius afirmou que o desempenho do governador João Azevêdo e do vice-governador Lucas Ribeiro não pode ser atribuído exclusivamente aos resultados da Cagepa. “A eleição é consequência de um trabalho. A população da Paraíba sabe o que o governador fez. Não se pode colocar sucesso ou insucesso apenas na conta da Cagepa”, concluiu.
Com informações de Polemicaparaiba



