Profissionais de saúde convivem com luto e falta de espaços para acolhimento

No quadro Saúde em Dia, do programa Conexão Caturité, exibido em 10 de junho de 2026, a psicóloga hospitalar Marina Furtado abordou os impactos emocionais que a morte de pacientes provoca entre trabalhadores da área da saúde. Segundo a profissional, médicos, enfermeiros e demais membros das equipes hospitalares enfrentam sentimentos intensos e conflitantes ao lidar com óbitos.

Marina Furtado destacou que esses profissionais frequentemente experimentam sensações de impotência, tristeza e frustração. Conforme relatado pela psicóloga, essas emoções são parte da rotina de quem atua em ambientes clínicos e hospitalares, mas nem sempre há espaço apropriado para que os trabalhadores possam reconhecer e expressar o próprio luto.

A entrevista enfatizou a frequência com que equipes de saúde convivem com perdas, apontando que o enfrentamento das mortes se dá no contexto cotidiano do trabalho, sem que haja, em muitos casos, mecanismos organizados de acolhimento emocional. A psicóloga ressaltou a realidade de que, apesar do contato constante com a morte, profissionais nem sempre dispõem de ambientes ou momentos institucionais destinados à elaboração do sofrimento provocado pelas perdas.

Durante a participação no programa, Marina Furtado chamou atenção para as consequências psicológicas para esses profissionais, citando a presença persistente de tristeza e frustração associadas ao exercício das funções. A fala da psicóloga indicou que esses sentimentos fazem parte da experiência de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores de saúde que vivenciam o luto em condições de trabalho que nem sempre favorecem a expressão dessas emoções.

O relato apresentado no quadro Saúde em Dia reforça a existência de um problema emocional recorrente entre equipes de saúde: a convivência com perdas sem espaços formais adequados para o processamento do luto, segundo a psicóloga hospitalar entrevistada.

Com informações de Paraibaonline