A Receita Federal desencadeou na manhã desta quinta-feira (27) a Operação Poço de Lobato, iniciativa que pretende desarticular um esquema de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro no ramo de combustíveis. O principal foco da força-tarefa é o Grupo Fit, responsável pela administração da refinaria de Manguinhos, situada no Rio de Janeiro.
De acordo com o órgão federal, estão sendo cumpridos 126 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas para coletar documentos e demais elementos que possam comprovar o não recolhimento de tributos e a ocultação de valores movimentados pelo conglomerado investigado.
Segundo a Receita, o alvo central da operação opera a refinaria de Manguinhos, uma das instalações privadas de processamento de petróleo mais conhecidas da capital fluminense. Os auditores apontam o Grupo Fit como peça chave em uma engrenagem criada para driblar o fisco, reduzindo artificialmente a carga tributária incidente sobre o comércio de combustíveis.
Os mandados foram cumpridos simultaneamente na manhã desta quinta-feira. A estratégia adotada pelos investigadores busca evitar a destruição de possíveis provas e mapear toda a rede de empresas supostamente envolvidas nas irregularidades. Embora a Receita não tenha divulgado a extensão geográfica da operação, o número expressivo de 126 ordens judiciais indica atuação em diversos endereços ligados ao grupo empresarial.
Em nota, a Receita Federal informou que a investigação mira, além da sonegação de tributos federais, possíveis práticas de lavagem de dinheiro. O esquema sob suspeita teria utilizado a estrutura societária da refinaria para movimentar recursos sem o devido registro contábil.
Os auditores acrescentaram que a ação desta quinta-feira é resultado de trabalho de inteligência fiscal iniciado após a identificação de discrepâncias no recolhimento de impostos declarados pela companhia. A partir da análise de dados, foram reunidos indícios suficientes para solicitar à Justiça os mandados que agora estão sendo cumpridos.
Até o fechamento desta edição, a Receita Federal não havia divulgado estimativa de valores sonegados nem confirmado a existência de pessoas detidas. O órgão reforçou que o objetivo imediato da operação é reunir provas que permitam quantificar o prejuízo aos cofres públicos e responsabilizar os envolvidos.
Com informações de Paraibaonline




