Assunto principal: O Senado do Paraguai votou nesta sexta-feira, 6 de novembro, pela destituição do presidente Santiago Peña, em processo relacionado ao colapso do Banco Ueno.
A sessão terminou com 44 votos favoráveis ao impeachment e uma abstenção, superando o mínimo exigido de 30 votos, correspondente a dois terços dos senadores. A medida decorre de acusações que apontam para suposto envolvimento de Peña com a instituição financeira, que foi dissolvida durante a semana e deixou milhares de clientes sem acesso aos saldos mantidos em suas contas.
Antes da votação, o presidente solicitou uma prorrogação de 72 horas para preparar sua defesa formal perante os parlamentares. O pedido foi negado pelo plenário do Senado, que manteve o calendário do processo de impedimento e seguiu para a deliberação.
O procedimento de impeachment teve início na quinta-feira, 5 de novembro, quando a Câmara dos Deputados aprovou a abertura do processo. A decisão ocorreu mesmo após Peña ter apresentado renúncia ao cargo; o Congresso optou por não aceitar formalmente o pedido de saída e prosseguiu com a tramitação para a destituição.
O fechamento do Banco Ueno, apontado no processo como elemento central das acusações, motivou preocupação pública no país ao impedir que milhares de correntistas acessassem recursos depositados na instituição. A dissolução do banco ocorreu nos dias anteriores à votação no Senado e serviu como um dos fundamentos para as ações legislativas contra o chefe do Executivo.
Com a aprovação no Senado, o rito de impeachment avança conforme previsto nas regras do Parlamento paraguaio. A sessão e a decisão parlamentar foram acompanhadas de perto por autoridades e pela população, em meio às repercussões financeiras e políticas desencadeadas pela crise bancária.
O desfecho do processo e os próximos passos legais seguirão a tramitação prevista no regimento do Congresso.
Com informações de Polemicaparaiba



