Os trabalhadores da saúde e servidores de apoio de Campina Grande aprovaram, nesta segunda-feira (01), uma greve após alegarem ausência de propostas concretas da gestão municipal sobre reajuste salarial e outras reivindicações. A decisão foi tomada em assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Agreste e Borborema (Sintab), que já havia aprovado um indicativo de paralisação em 28 de abril.

Segundo o Sintab, as categorias vêm encaminhando ofícios e buscando diálogo com a administração municipal desde dezembro de 2025. Para a entidade, o intervalo entre o indicativo e a deflagração permitiu tempo suficiente para que a prefeitura apresentasse alternativas ou propostas, o que não ocorreu.

Entre as demandas, os servidores pedem o cumprimento da data-base das categorias, prevista para o mês de maio de cada ano. Apesar da paralisação, o sindicato informou que haverá manutenção de 30% do quadro em trabalho, para garantir a continuidade dos serviços considerados essenciais, conforme a legislação.

Além de profissionais da saúde, servidores de apoio das escolas, creches e outras secretarias municipais aderiram ao movimento grevista. O Sintab afirmou que, apesar dos esforços da entidade para negociar, não houve avanços capazes de justificar a suspensão do movimento, por isso a categoria optou por iniciar a paralisação.

O veículo responsável pela publicação tentou contato com a gestão municipal para obter posicionamento sobre as reivindicações e a greve, mas não recebeu resposta até o momento. O espaço para manifestação da administração permanece aberto.

Paralisação anterior suspensa pela Justiça

No ano passado, servidores da saúde de Campina Grande também chegaram a deflagrar greve, que foi suspensa em menos de uma hora por liminar concedida pelo desembargador Joás de Brito, do Tribunal de Justiça da Paraíba. Na decisão, o magistrado justificou a medida com base no caráter essencial dos serviços de saúde e no risco de comprometimento do atendimento à coletividade.

Na ocasião, o Sintab não informou se respeitaria a previsão legal de manutenção de 30% do efetivo durante a paralisação.

A mobilização atual segue a decisão tomada na assembleia do sindicato e aguarda possíveis contestações ou negociações com a prefeitura.

Com informações de Jornaldaparaiba