Laudos periciais concluíram que a aposentada Milce Daniel Pessoa, de 72 anos, teve morte por causas naturais, informou nesta segunda-feira (1º) a diretora do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB), Raquel Azevedo.
Ao todo, foram elaborados nove laudos a partir da análise do corpo, incluindo exames toxicológicos e sexológicos. Segundo a instituição, os resultados descartam a ocorrência de crime. O corpo de Milce foi localizado em 24 de abril, dois dias após o registro do desaparecimento, ocorrido na manhã de 22 de abril.
Os laudos periciais não conseguiram estabelecer a data exata do óbito, mas indicam que, a partir de 27 de abril, a vítima já não apresentava sinais vitais. A reportagem do g1 tentou contato com o delegado responsável pelas investigações, mas não obteve resposta até a última atualização da matéria.
Contexto do desaparecimento
Segundo relatos da família, Milce acompanhou um amigo e vizinho a uma consulta no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na região entre Santa Rita e Bayeux, na Grande João Pessoa. Após a consulta, o homem contou que os dois seguiram para uma área próxima para colher mangas, atendendo a um pedido dela.
De acordo com a versão apresentada, enquanto recolhiam as frutas a idosa teria desaparecido repentinamente. A filha de Milce informou que o amigo disse ter perdido de vista a mãe quando ela se abaixou para apanhar mangas; ao não encontrá-la no local, ele comunicou os familiares e foi registrado boletim de ocorrência.
O Corpo de Bombeiros realizou buscas na área indicada, sem localizar a aposentada naquele momento. Posteriormente, o corpo foi achado em 24 de abril.
Depoimento e perícia
O homem apontado como acompanhante, identificado como Willis Cosmo, prestou depoimento na Delegacia de Bayeux. Em entrevistas, ele afirmou que a mulher desapareceu de forma muito rápida enquanto recolhiam mangas e disse que apenas atendia ao desejo dela de comer a fruta.
Durante as diligências, peritos do IPC-PB recolheram do interior do veículo usado por Willis fios de cabelo e um fragmento de tecido que tinha coloração semelhante ao vestido que Milce usava no dia do desaparecimento. Esses vestígios foram encaminhados para análise laboratorial, sem que até o momento tenha sido divulgado se possuem relação direta com a vítima ou com as circunstâncias do caso.
A perita Elaine Soares explicou que o trabalho de perícia inclui a busca por microvestígios — como manchas, fios de cabelo, pelos e outros resíduos — que possam ajudar a reconstruir os fatos. Os materiais encontrados no automóvel passaram por exames complementares para averiguar vínculo com o caso.
Com a divulgação dos laudos apontando morte natural, a Polícia Civil ainda não detalhou quais serão os próximos passos da apuração.
Com informações de G1


