Dr. Renato Abrantes, em comentário intitulado “Entreguismo não é patriotismo, é traição”, criticou nesta segunda-feira (1º) a postura internacional da extrema-direita brasileira e avaliou os efeitos dessas articulações sobre a soberania e as instituições do país. A análise foi veiculada no quadro “Direto ao Ponto”, do programa Olho Vivo, na TV e Rede Diário.

No comentário, o advogado questionou a coerência entre o discurso nacionalista praticado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e comportamentos políticos observados nos últimos anos. Abrantes afirmou haver uma “subserviência” por parte de setores da extrema-direita, com tentativas de pressionar e desestabilizar instituições brasileiras a partir de ações externas.

Para embasar sua avaliação, o comentarista citou estudo da Universidade do Sul da Flórida que aponta a existência de perfis operando a partir dos Estados Unidos — com maior concentração em Miami e Orlando — que teriam liderado campanhas transnacionais de desinformação. Segundo Abrantes, essas campanhas colaboraram para os atos de 8 de janeiro em Brasília.

O advogado também destacou o papel de articulação do deputado federal Eduardo Bolsonaro junto a lideranças da extrema-direita internacional, mencionando o estrategista norte-americano Steve Bannon e o marqueteiro argentino Fernando Cerimedo. Abrantes trouxe à discussão episódios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro, afirmando que, em evento conservador nos Estados Unidos, ele teria pedido abertamente pressão diplomática externa contra instituições brasileiras e citado reservas nacionais de terras raras como atrativo para a indústria de defesa norte-americana.

A escalada diplomática incluiu, conforme relatado no comentário, declarações de uma porta-voz ligada ao governo de Donald Trump que sugeriram a possibilidade de sanções econômicas e tarifas contra o Brasil em razão de processos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF). O episódio motivou uma nota oficial de repúdio do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), que reafirmou a independência e a soberania do Estado democrático de direito brasileiro.

Ao concluir, Abrantes sustentou que o verdadeiro patriotismo passa pelo respeito estrito à Constituição Federal e pela preservação da autonomia do país, classificando como “traição” as iniciativas que buscam intervenção externa nos assuntos internos do Brasil.





Com informações de Portaldiario