A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indica recuo na informalidade do mercado de trabalho paraibano. No último trimestre pesquisado, 48,9% da população ocupada atuava sem carteira assinada, sem CNPJ ou na condição de trabalhador familiar auxiliar. O percentual corresponde a aproximadamente 825 mil pessoas.

No mesmo período do ano anterior, a taxa estava em 50,1%, o que representava 846 mil trabalhadores. A diferença de 1,2 ponto percentual equivale a 21 mil paraibanos que deixaram a condição de informalidade no intervalo de 12 meses.

Mesmo com a redução, o estado ainda possui uma das maiores proporções de empregados informais do país. O indicador paraibano foi o sétimo mais alto entre as 27 unidades da Federação. A média da Região Nordeste ficou ligeiramente superior, em 50,3%, enquanto o índice nacional está em 37,8%.

Rendimento médio mostra avanço de 5,9%

O levantamento também apurou crescimento na renda do trabalhador. O ganho mensal real proveniente de todas as ocupações na Paraíba foi estimado em R$ 2.576 no terceiro trimestre deste ano, alta de 5,9% frente aos R$ 2.433 observados no trimestre imediatamente anterior. Na comparação com igual período do ano passado, quando o valor era de R$ 2.530, houve incremento de R$ 46.

Ainda assim, o rendimento médio estadual permanece abaixo da média brasileira, fixada em R$ 3.507. Em relação ao Nordeste, entretanto, o valor paraibano supera a marca regional de R$ 2.438. Entre as unidades da Federação, o rendimento do estado aparece como o sétimo mais baixo. Distrito Federal (R$ 6.145) e Santa Catarina (R$ 4.199) registraram os maiores salários médios.

Ocupação sobe e desocupação mantém estabilidade

Na comparação anual, o número de pessoas ocupadas também avançou. O IBGE estima 1,665 milhão de paraibanos trabalhando no terceiro trimestre de 2025, frente a 1,687 milhão no mesmo período de 2024 — acréscimo de 24 mil ocupados, segundo o instituto.

Já a taxa de desocupação ficou em 7% no terceiro trimestre de 2025, mesmo patamar do trimestre anterior. Frente ao terceiro trimestre de 2024, a Pnad registra queda de 0,8 ponto percentual. O resultado posiciona a Paraíba com a 12ª maior taxa de desemprego do país e a terceira menor do Nordeste.

A pesquisa avalia aspectos como posição na ocupação, nível de instrução, rendimento e formalidade, permitindo monitorar a evolução do mercado de trabalho em todas as unidades da Federação.

Com informações de Jornaldaparaiba