O analista político Thalles Gadelha afirmou, no programa Olho Vivo desta sexta-feira (02), que a eventual exclusão do candidato Fábio Tyrone do PSB não deverá interferir na campanha eleitoral nem impedir a posse caso ele seja eleito.
A declaração de Gadelha ocorreu em meio ao desdobramento de uma operação da Polícia Federal realizada em Sousa na quarta-feira (30). A investigação apura suposto financiamento irregular de campanha. Durante a ação foram apreendidos cerca de R$ 380 mil em dinheiro, dois suspeitos foram presos em flagrante — entre eles, um funcionário ligado ao candidato — e houve bloqueio judicial de R$ 9 milhões em ativos financeiros.
Fábio Tyrone negou que os recursos tivessem origem ilícita ou ligação direta com práticas eleitorais irregulares. Segundo o candidato, o valor foi retirado de contas bancárias para pagamento da folha de salários de suas empresas.
No cenário partidário, o presidente nacional do PSB, João Campos, informou publicamente durante um debate televisivo que encaminhou o caso ao Conselho de Ética da legenda, com possibilidade de expulsão de Tyrone. A movimentação provocou desgaste interno em torno da candidatura do ex-prefeito de Sousa.
Ao comentar a postura da direção nacional do PSB, Gadelha ressaltou que a cúpula do partido já tinha conhecimento do perfil e da postulação de Tyrone antes mesmo do registro formal da chapa. Ele lembrou que o candidato foi apresentado oficialmente por João Azevêdo e que Tyrone atua como empresário também em Pernambuco, com atuação em cidades como Arcoverde. Segundo o analista, a candidatura foi homologada e registrada, permanecendo no sistema de votação.
Gadelha observou ainda a reação imediata de Tyrone às declarações de João Campos, destacando que o candidato rechaçou o encaminhamento ao Conselho de Ética e disse conhecer o presidente do PSB apenas de forma superficial, afirmando não ter satisfações a prestar a ele.
Sobre o efeito jurídico e eleitoral de uma eventual expulsão, o analista considerou que a medida interna do partido não teria impacto automático sobre um mandato federal conquistado nas urnas. Na avaliação de Gadelha, se Tyrone for eleito, a diplomação e a posse não seriam prejudicadas pela perda de vínculo partidário.
Por fim, o comentarista lembrou que disputas judiciais integram o histórico político de Tyrone, apontando que litígios e contestações judiciais já fazem parte da rotina do político paraibano.
Com informações de Diariodosertao



