O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) aprovou nesta sexta-feira (4) a candidatura da senadora Daniella Ribeiro (PP) para o cargo de suplente do candidato ao Senado Nabor Wanderley (Republicanos) nas eleições de 2026.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) havia apresentado pedido de impugnação alegando que Daniella estaria sujeita à chamada “inelegibilidade reflexa” por ser mãe do governador Lucas Ribeiro (PP), que integra a mesma chapa e concorre à reeleição. Segundo o MPE, o parentesco de primeiro grau poderia configurar vantagem indevida à candidata.

Ao analisar o caso, o relator, desembargador Rodrigo Marques, concluiu que a situação de Daniella se enquadra como exceção. Marques destacou que a parlamentar possui trajetória política consolidada, foi eleita por voto popular, tem densidade eleitoral própria e assumiu mandato antes de Lucas Ribeiro tornar-se governador — elementos que, na avaliação dele, justificam a homologação.

Com base nesses argumentos, o relator entendeu ser possível que Daniella tenha seu nome registrado como suplente de senadora. O voto de Rodrigo Marques foi acompanhado pela totalidade dos demais membros da Corte, resultando na rejeição do pedido de impugnação e na homologação da candidatura.

A defesa da senadora informou que já aguardava a decisão do TRE-PB. O advogado Fábio Brito afirmou que a alegação de inelegibilidade se fundamentava em premissa equivocada e ressaltou que o único mandato que poderá ser exercido por integrantes desta chapa é o de senador. Brito acrescentou que a Constituição autoriza a reeleição de quem já ocupa o mandato de senador, argumento usado pela defesa para contestar a impugnação.

A decisão encerra a disputa administrativa sobre a elegibilidade de Daniella Ribeiro como suplente na chapa que terá Nabor Wanderley como titular ao Senado na eleição de 2026, mantendo o registro da candidatura após o julgamento pelo TRE-PB.

Com informações de Maispb