São Paulo, 25 de dezembro de 2025. Há exatos 50 anos, em 25 de dezembro de 1975, o filme “Tubarão” chegou às telas do país e inaugurou um fenômeno de bilheteria que ainda ecoa na cultura pop. Dirigida por Steven Spielberg, então com 29 anos, a produção norte-americana já havia sido lançada nos Estados Unidos no verão daquele mesmo ano, mas só alcançou o público brasileiro durante o feriado de Natal.
Lançamento marcado pelo marketing agressivo
A distribuição ficou sob responsabilidade da Cinema International Corporation (CIC), joint venture formada por Universal Pictures e Paramount Pictures. Para atrair espectadores, a campanha publicitária adotou o slogan “Antes de ir à praia, veja ‘Tubarão’”, apostando no medo provocado pelo enredo que coloca um grande tubarão-branco em confronto com banhistas de uma pequena cidade litorânea fictícia chamada Amity.
O enredo e seus personagens centrais
Baseado no livro homônimo publicado em 1974 pelo escritor nova-iorquino Peter Benchley, o longa concentra sua narrativa na cruzada do chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider), do pescador Sam Quint (Robert Shaw) e do oceanógrafo Matt Hooper (Richard Dreyfuss) contra o predador que ameaça a temporada de verão local. Elementos presentes na obra literária – como o caso extraconjugal de Ellen Brody – ficaram de fora da adaptação cinematográfica, que privilegiou tensão constante e sequências de suspense.
A trilha sonora que se tornou ícone
Assinada por John Williams, a música-tema de apenas duas notas tornou-se sinônimo de suspense. O compositor inspirou-se em passagens criadas por Bernard Herrmann para “Psicose”, de Alfred Hitchcock, mantendo a simplicidade melódica e ampliando o impacto psicológico nas cenas subaquáticas.
Recepção de público e crítica
As sessões de estreia registraram lotação máxima em várias capitais brasileiras. Embora o Jornal do Brasil tenha atribuído nota máxima à produção, outros veículos exibiram reservas, revelando uma crítica dividida. O público, contudo, transformou “Tubarão” em campeão de arrecadação mundial e em ponto de virada para o conceito moderno de blockbuster.
Legado cinco décadas depois
Cinquenta anos mais tarde, “Tubarão” é reconhecido como marco tanto pela inovação técnica – notadamente o uso de efeitos animatrônicos – quanto pela influência sobre a estratégia de lançamentos em grande escala adotada pelos estúdios. Steven Spielberg, agora com 79 anos, consolidou-se como um dos cineastas mais importantes de sua geração, enquanto a obra continua a ser referência em narrativas de suspense.
Citações recentes
O filme permanece vivo no imaginário coletivo e volta a ser mencionado em “O Agente Secreto”, produção de Kleber Mendonça Filho lançada este ano. O diretor pernambucano, que tinha sete anos em 1975, revisita em tela o fascínio gerado pelo longa entre crianças que, à época, eram jovens demais para assisti-lo.
Com meio século de história, “Tubarão” segue influenciando realizadores, músicos e espectadores, reafirmando sua posição como um dos thrillers mais emblemáticos do cinema contemporâneo.
Com informações de Jornaldaparaiba


