Vereador é detido após descumprir proibições e enviar mensagens via PIX
O vereador de Itabaiana, Armando Silva de Araújo, conhecido como “Armandinho” (Republicanos), foi preso sob suspeita de perseguir a ex-namorada e descumprir medidas protetivas impostas pela Justiça. A prisão em flagrante ocorreu na quinta-feira (28) e, conforme decisão da juíza Silse Maria da Nóbega, da 1ª Vara Regional de Garantias de João Pessoa, foi convertida em preventiva na sexta (29).
Documentos da Justiça da Paraíba, aos quais o g1 teve acesso, registram mensagens encaminhadas pelo vereador por meio de transferências bancárias via PIX — recurso que permite inserir textos curtos junto ao envio. Entre os trechos anotados nos autos estão as frases: “tu vai mandar me prender é?”; “avisa que eu tô morando na pousada pra polícia vir me buscar”; e “desculpa eu estava com saudade”. A juíza considerou esse conteúdo como ato de violação das medidas protetivas.
De acordo com a decisão proferida na audiência de custódia, a manutenção da prisão preventiva se fundamentou no risco à integridade física e psicológica da vítima. A magistrada entendeu que houve quebra das determinações anteriores, impostas cerca de duas semanas antes pelo Poder Judiciário, e que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes.
Os autos indicam que o vereador esteve nas imediações da residência da ex-companheira, em São José dos Ramos — cidade localizada a 15 km de Itabaiana, onde ele trabalha — mesmo com a proibição de se aproximar do local. As determinações judiciais impediam especificamente que ele: se aproximasse da vítima e de familiares a menos de 500 metros; mantivesse qualquer contato com a vítima, seus familiares ou testemunhas; e frequentasse locais habituais da ofendida, como residência, trabalho, estudos e igreja.
A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Itabaiana (Deam) informou que a vítima solicitou as medidas protetivas com base no crime de perseguição e que, durante o depoimento dela, o vereador teria enviado as transferências via PIX acompanhadas de mensagens, o que reforçou, na avaliação da polícia, a continuidade do descumprimento das ordens judiciais.
A defesa do vereador afirmou que não comentará o conteúdo dos autos no momento, ressaltando que “toda pessoa submetida a investigação ou processo judicial possui assegurados os direitos fundamentais ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa” e que acompanha, “de forma técnica”, o processo.
Após a prisão pela Polícia Civil, ele foi levado inicialmente para a Delegacia de Polícia Civil em Itabaiana e, em seguida, para a carceragem em João Pessoa. A prisão preventiva determina que o vereador cumprirá a detenção na Cadeia Pública de Itabaiana.
Com informações de G1


