O líder da bancada governista na Câmara Municipal de Campina Grande (CMCG), vereador Alexandre Pereira (União Brasil), conhecido na cidade como Alexandre do Sindicato, voltou a dirigir críticas contundentes à Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA). A manifestação ocorreu na manhã desta quinta-feira, dia 27, durante sessão plenária da Casa de Félix Araújo, e teve como estopim o impedimento de uma comitiva de parlamentares da base aliada de vistoriar as instalações de um reservatório administrado pela estatal.

Pereira afirmou que a negativa demonstra, segundo ele, a intenção da companhia de “esconder” informações essenciais sobre a estrutura. “A CAGEPA tem muito a esconder”, declarou, reforçando que considera a atitude uma afronta ao papel fiscalizador do Legislativo municipal. Ele destacou que a visita técnica pretendia avaliar as condições de funcionamento do reservatório e verificar eventuais riscos para o abastecimento hídrico da população campinense.

De acordo com o líder da situação, a comitiva de vereadores já havia solicitado previamente a inspeção, mas recebeu resposta negativa da empresa no momento em que se preparava para entrar na área. Pereira relatou que os servidores responsáveis pelo local informaram não terem autorização da direção da CAGEPA para liberar o acesso, inviabilizando a ação de fiscalização.

O parlamentar relembrou que o abastecimento de água em Campina Grande e em municípios vizinhos é considerado um serviço essencial e, por esse motivo, deve estar sujeito à mais ampla transparência. Ele reivindicou que a companhia apresente documentos e informações atualizadas sobre a capacidade, a manutenção e as condições de segurança do reservatório.

Pereira disse ainda que levará o episódio ao conhecimento de órgãos de controle externo, como o Ministério Público, caso a estatal permaneça sem permitir o acompanhamento dos vereadores. O parlamentar argumenta que o direito de fiscalização é garantido pela legislação e que qualquer obstáculo a essa prerrogativa inviabiliza o exercício do mandato.

Até o encerramento da sessão, representantes da CAGEPA não haviam se manifestado publicamente sobre os motivos que levaram à proibição da vistoria nem sobre a possibilidade de remarcar a visita em outra data.





Com informações de Paraibaonline