No quadro Papo Animal, exibido recentemente, o médico-veterinário Edroaldo Cavalcante orientou tutores sobre a conduta adequada diante de fraturas em pets. De acordo com o especialista, o problema é frequente em cães e gatos que sofrem quedas ou outros tipos de trauma.
Cavalcante ressaltou que o primeiro passo, ao perceber sinais de fratura, é checar a existência de hemorragia. Caso haja sangramento, o tutor deve aplicar compressão suave com um pano limpo para estancar a perda de sangue até que o pet seja atendido por um profissional.
Segundo o veterinário, a segunda medida indispensável é evitar qualquer movimento do membro lesionado. O animal, além de sentir dor, corre o risco de agravar a fratura se tentar apoiar ou mexer a pata. Por isso, recomenda-se imobilizar a região afetada da melhor forma possível, sempre sem forçar o osso deslocado.
Na sequência, o tutor deve providenciar transporte rápido ao consultório ou clínica veterinária mais próxima. Para Cavalcante, a agilidade reduz complicações e aumenta as chances de recuperação plena. Ainda conforme o profissional, improvisar talas sem conhecimento técnico pode piorar o quadro; portanto, o ideal é limitar-se a conter a hemorragia e manter a imobilidade até a chegada do atendimento especializado.
O veterinário enfatizou que fraturas costumam ocorrer em ambientes domésticos, principalmente quando o pet despenca de móveis ou escadas, além de colisões e outros impactos. Nessas situações, identificar dor aguda, inchaço ou postura anormal do membro são indícios suficientes para suspeitar de fratura.
Por fim, Cavalcante orientou que, mesmo sem sangramento aparente, qualquer suspeita de osso quebrado deve ser tratada como urgência. A recomendação é não oferecer medicação por conta própria e buscar avaliação profissional imediata.
As instruções do quadro Papo Animal reforçam a importância de conhecer passos básicos de primeiros socorros para preservar a saúde de cães e gatos até o atendimento veterinário.
Com informações de Paraibaonline




