O deputado federal Wellington Roberto (PL-PB) afirmou, em entrevista concedida à rádio CBN Paraíba, que o radicalismo de pessoas próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, especialmente de seus filhos, acelerou o desgaste político que culminou na prisão do líder da direita. Mesmo prestes a trocar o PL pelo MDB, o parlamentar fez questão de manifestar solidariedade ao ex-chefe do Executivo.
“Votei em Bolsonaro, tenho que agradecer muito ao ex-presidente. Contudo, essa postura radical sempre puxa para baixo na política e acaba sobrando para ele”, declarou. Na avaliação do congressista, atitudes extremas adotadas por aliados e familiares contribuíram para aprofundar a crise em torno do ex-mandatário.
Wellington Roberto destacou que não vê controle nas ações de parte do círculo mais próximo de Bolsonaro. “Essas pessoas que fazem e tomam esse tipo de atitude realmente não têm controle do que estão fazendo. Só tenho a lamentar”, acrescentou, reforçando que as consequências recaem diretamente sobre o ex-presidente.
Durante a mesma conversa, o deputado comentou expectativas sobre o futuro jurídico de Bolsonaro. Segundo ele, o ex-presidente pode vir a cumprir o restante da pena em regime domiciliar, possibilidade que dependerá de avaliação da Justiça acerca do estado de saúde do político. “Agora é aguardar as decisões do Judiciário, que vai avaliar o quadro de saúde dele”, resumiu.
O parlamentar paraibano relatou ainda que já prepara a mudança de legenda para o MDB, embora não tenha especificado data. Mesmo assim, afirmou considerar relevante reconhecer o apoio que recebeu de Bolsonaro nas eleições passadas e, por isso, decidiu tornar pública sua preocupação com o desfecho do processo criminal contra o ex-presidente.
Ao final da entrevista, Wellington Roberto reforçou que segue acompanhando os desdobramentos judiciais e que espera, “como cidadão e como deputado”, que as decisões sejam tomadas com base em critérios técnicos, incluindo eventuais laudos médicos. Para ele, a cautela adotada pelo Judiciário será determinante para definir se Bolsonaro poderá permanecer em casa enquanto cumpre a condenação.
Com informações de Jornaldaparaiba




