O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, no fim da tarde desta quinta-feira, 1º de janeiro. Minutos depois, foi encaminhado para a Polícia Federal (PF) a fim de voltar a cumprir a pena que lhe foi imposta pela Justiça. A movimentação começou por volta das 18h40, quando o portão da garagem do centro médico, situado na Asa Sul, região central da capital, se abriu para a saída de um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e veículos pretos descaracterizados.

De acordo com informações divulgadas pela corporação, o esquema de escolta foi mantido no mesmo formato utilizado na chegada de Bolsonaro ao hospital, com motociclistas da PMDF abrindo caminho e automóveis de apoio acompanhando o deslocamento. O trajeto não foi divulgado oficialmente por questões de segurança, mas a expectativa era de que o grupo seguisse direto para a Superintendência da PF em Brasília, onde o ex-chefe do Executivo deve permanecer sob responsabilidade do sistema penitenciário.

A direção do Hospital DF Star confirmou que Bolsonaro estava clinicamente estável no momento da saída. Sem detalhar o período de internação nem o procedimento médico realizado, a unidade informou apenas que o paciente recebeu altas médicas e hospitalar simultaneamente, o que permitiu a retomada imediata do cumprimento da sentença.

No lado de fora, a área permanecia isolada por grades e fitas de contenção instaladas pela PMDF para evitar aglomerações. Jornalistas puderam registrar a movimentação à distância, mas não houve declaração pública do ex-presidente ou de seus representantes. A defesa, por meio de nota distribuída mais cedo, havia reiterado que Bolsonaro seguiria as determinações judiciais “sem qualquer privilégio”.

Com a transferência de volta para a Polícia Federal, a Justiça mantém a agenda de acompanhamento da execução da pena, que inclui avaliações periódicas do estado de saúde do ex-mandatário sempre que houver solicitação médica. A PF não divulgou detalhes sobre eventual reforço de segurança ou mudanças na rotina interna após o retorno de Bolsonaro.

Com informações de Paraibaonline