Um homem de 20 anos foi detido na manhã desta quarta-feira (7) em Coremas, no Sertão da Paraíba, suspeito de estuprar uma criança de 11 anos. De acordo com a Polícia Civil, o investigado mantinha um relacionamento com a vítima havia algum tempo, fato que configura crime de estupro de vulnerável. A mãe da menina, que tinha conhecimento da situação e não impediu a continuidade dos abusos, foi indiciada por omissão de dever de cuidado.

Segundo a delegada responsável pelo caso, as investigações começaram quando a equipe policial recebeu informações sobre a convivência do homem com a criança. Após colher depoimentos e reunir elementos probatórios, a autoridade policial solicitou à Justiça um mandado de prisão preventiva contra o suspeito. A ordem judicial foi expedida e cumprida nesta quarta-feira.

Mandado e prisão

Com o documento em mãos, agentes se dirigiram ao endereço do acusado e efetuaram a prisão sem resistência. Ele foi conduzido à Cadeia Pública de Coremas, onde aguardará audiência de custódia. Nessa etapa, o juiz analisará a legalidade da prisão e decidirá se ele permanecerá detido enquanto o inquérito prossegue.

Responsabilização da mãe

A mãe da vítima, de idade não informada, foi indiciada no mesmo inquérito pela prática de omissão. Conforme o Código Penal, pais ou responsáveis legais têm o dever de proteger menores de idade, e a negligência configura infração penal. Ela responderá ao processo em liberdade, mas pode ser convocada a depor sempre que a Justiça determinar.

Próximos passos da investigação

Com a prisão realizada, a Polícia Civil continua reunindo provas para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Ministério Público. Se a denúncia for aceita, o caso seguirá para a Justiça Criminal. O suspeito está sujeito a pena que pode chegar a 15 anos de reclusão, prevista para o crime de estupro de vulnerável.

A menina de 11 anos foi encaminhada a atendimento especializado, que inclui acompanhamento psicológico e avaliação médica. O Conselho Tutelar também acompanha o caso para garantir medidas de proteção e assegurar que os direitos da criança sejam preservados.

Até o fechamento desta reportagem, a defesa do suspeito não havia se manifestado.

Com informações de G1