O dólar comercial encerrou o pregão em queda e ficou abaixo de R$ 4,90, marca não registrada desde 15 de janeiro de 2024. A moeda fechou vendida a R$ 4,894, recuo de R$ 0,029 (-0,60%), e acumula no ano redução de 10,84% frente ao real.

O movimento no câmbio coincidiram com reação a indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que apontaram criação de vagas acima do esperado, reduzindo temores de desaquecimento econômico e de alta mais forte da inflação norte-americana. Outro fator que ajudou a aliviar a pressão foi a diminuição dos receios de escalada no conflito entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente Donald Trump que reforçaram a continuidade do cessar-fogo e fizeram investidores avaliar menor risco geopolítico no curto prazo.

Bolsa avança

Com suporte de papéis do setor financeiro e de mineradoras, o principal índice da B3 teve valorização: o Ibovespa subiu 0,49%, aos 184.108 pontos. Apesar da alta no dia, o índice registrou queda acumulada de 1,71% na semana, mantendo, porém, valorização de 14,26% no ano.

O cenário externo mais tranquilo também contribuiu para o desempenho local. Em Nova York, o índice S&P 500 avançou 0,84%, influenciado pelo alívio dos investidores diante dos dados econômicos americanos e pela percepção de menor risco de recessão.

Petróleo

Mesmo com redução das tensões no Oriente Médio, os contratos do petróleo fecharam em alta, embora tenham perdido força ao final do pregão. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,23%, para US$ 101,29, enquanto o barril WTI, do Texas, avançou 0,64%, a US$ 95,42. Ainda assim, ambos os contratos encerraram a semana com perdas superiores a 6%.

Investidores seguem atentos aos riscos na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo. O Comando Central dos Estados Unidos informou que dezenas de navios-tanque seguem impedidos de operar em portos iranianos devido às tensões. O secretário de Estado Marco Rubio disse que Washington aguardava uma resposta do Irã à proposta de encerramento do conflito; paralelamente, Trump renovou o ultimato para que o país abandone seu programa nuclear.

As cotações e o comportamento dos mercados refletem, assim, a combinação entre dados econômicos dos EUA e sinais de descompressão nas tensões geopolíticas.

Com informações de Agência Brasil