A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) promoveu, nesta segunda-feira (11), uma audiência pública para tratar da instituição do piso salarial dos assistentes sociais no estado. A iniciativa foi proposta pela deputada Cida Ramos e ocorreu no plenário da Casa Epitácio Pessoa, reunindo profissionais da categoria, representantes acadêmicos e membros de conselhos ligados ao serviço social.

Segundo a deputada Cida Ramos, o debate tem relevância social e profissional porque influencia a valorização do trabalho e a qualidade dos serviços prestados à população paraibana. Ela destacou o papel dos assistentes sociais na garantia de direitos e na execução de políticas públicas em áreas como saúde, assistência social, educação, habitação e sistema prisional, e defendeu a necessidade de um piso salarial que reconheça e fixe profissionais qualificados no mercado de trabalho.

A parlamentar também enfatizou a necessidade de melhorias nas condições de trabalho e na remuneração da categoria, afirmando que a aprovação de um piso digno contribuiria para o fortalecimento dos serviços ofertados à sociedade e para a melhoria das condições laborais desses profissionais.

Durante a audiência, a vereadora de Campina Grande Jô Oliveira ressaltou que a mobilização em torno do piso salarial vem se desenrolando há anos no Congresso Nacional. Ela informou que o projeto já tramita desde a Câmara dos Deputados e que agora depende da aprovação no Senado, destacando a importância da pressão política nos estados para influenciar a decisão dos senadores.

Representando o Conselho Regional de Serviço Social (CRESS), a conselheira Cristina Chaves afirmou que a profissão é essencial para o país e reivindicou a concretização de um salário digno e melhores condições de trabalho. Segundo ela, a demanda por valorização não é um pedido, mas a reivindicação de um direito já previsto.

A assistente social Jucilene Carvalho relatou que muitas colegas continuam recebendo salários baixos e, em alguns casos, precisam recorrer a programas sociais como o Bolsa Família. Jucilene lembrou que a categoria já luta há 11 anos pela efetivação do piso salarial e apontou que, apesar de haver legislação que prevê jornada de 30 horas semanais, essa carga horária ainda não é cumprida em vários locais de trabalho.

A audiência reuniu diferentes setores ligados ao serviço social com o objetivo de articular ações e pressionar por avanços na implementação do piso salarial e na melhoria das condições profissionais.





Com informações de Diariodosertao