Na manhã de quinta-feira, 21 de maio de 2026, a Polícia Civil realizou uma operação em Mulungu, no interior da Paraíba, que resultou na apreensão de câmeras de segurança instaladas de forma clandestina e utilizadas por facções para monitorar moradores e a movimentação de policiais.
A ação, batizada de “Dissidência”, teve como objetivo principal desarticular uma organização criminosa com atuação na cidade de Mulungu e ramificações em João Pessoa e Santa Rita. Segundo a Polícia Civil, a investigação aponta ligação do grupo com tráfico de drogas, homicídios, ataques armados, invasões de residências e outras práticas relacionadas ao controle territorial.
Para cumprir as medidas autorizadas pela Justiça, a operação concentrou esforços no cumprimento de 18 mandados de prisão preventiva e em diversos mandados de busca e apreensão. Até o balanço divulgado pela corporação, 12 dos mandados de prisão preventiva foram efetivados.
Além das câmeras clandestinas, os agentes apreenderam aparelhos celulares, mídias digitais e outros materiais considerados de interesse para a investigação. A polícia informou que os equipamentos recolhidos poderão ajudar a comprovar a utilização das câmeras para vigilância de pontos estratégicos e para acompanhar a rotina de moradores e atuação policial.
As diligências ocorreram em diferentes endereços ligados à investigação, com apoio de equipes especializadas da Polícia Civil. A operação busca reunir elementos para aprofundar as apurações sobre a organização e responsabilizar os envolvidos conforme a legislação vigente.
Autoridades locais mantêm o esquema de investigação em andamento, com análise dos materiais apreendidos e diligências complementares previstas. A Polícia Civil não divulgou, até o momento, os nomes dos presos ou detalhes individuais sobre os locais onde as câmeras foram encontradas, mantendo o foco nas medidas destinadas a desestruturar a atuação do grupo criminoso.
O trabalho faz parte de esforços contínuos das forças de segurança para enfrentar organizações que atuam no controle de territórios por meio de violência e instalação de dispositivos irregulares de vigilância.
Com informações de G1

