O dólar encerrou em leve queda frente ao real, a bolsa brasileira fechou em baixa e o petróleo subiu fortemente nesta quarta-feira (8), em um dia marcado pela intensificação das tensões entre Estados Unidos e Irã.
Câmbio
O dólar caiu 0,09%, terminando o dia cotado a R$ 5,148. A moeda chegou à máxima do pregão em R$ 5,184 na abertura e recuou para R$ 5,137 por volta das 10h10 (Brasília UTC-3), oscilando depois entre R$ 5,14 e R$ 5,16 ao longo do dia.
Apesar de o dólar ter se fortalecido frente a outras moedas emergentes, o real apresentou desempenho relativamente melhor, influenciado pela alta do petróleo, do qual o Brasil é exportador líquido. O aumento nos preços do combustível melhora as perspectivas para as contas externas e ajuda a reduzir a pressão sobre o câmbio doméstico. Ainda assim, a ata da última reunião do Federal Reserve manteve preocupações sobre a inflação e incertezas sobre a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos, sustentando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano (Treasuries), o que tende a favorecer o dólar no exterior.
Bolsa
O principal índice da B3, o Ibovespa, caiu 0,79%, fechando aos 170.653 pontos. A retração refletiu maior aversão ao risco entre investidores diante da escalada das hostilidades no Oriente Médio e da expectativa de juros elevados por mais tempo nos EUA.
As ações da Petrobras, entre as mais negociadas da bolsa, tiveram suporte pela valorização do petróleo, mas não foram suficientes para evitar a queda do índice.
Petróleo
Os contratos internacionais de petróleo tiveram forte alta, alcançando os maiores patamares desde 22 de junho. O Brent avançou 5,20%, para US$ 78,02 o barril, enquanto o WTI subiu 4,37%, a US$ 73,52 o barril.
Os preços reagiram ao agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela relevante da produção mundial de petróleo. O receio de interrupções no fornecimento elevou o prêmio de risco do produto, mantendo os mercados atentos à evolução do conflito.
Os movimentos no câmbio, na bolsa e no mercado de petróleo refletem o ambiente de maior aversão ao risco causado pelo conflito e pelas incertezas sobre a política monetária dos EUA.
Com informações de Agência Brasil



