Serra Branca acompanha os desdobramentos de uma operação da Polícia Federal que teve como alvo uma casa de apostas paraibana, parceira importante do clube desde sua criação em 2022. A ação investiga um grupo de empresários por evasão de dívidas e lavagem de dinheiro, com mandados de busca e apreensão cumpridos na Paraíba, em São Paulo, em Sergipe, no Rio de Janeiro e no Paraná.
O vínculo entre o time e a Pixbet começou já no primeiro ano do clube no futebol profissional. A patrocinadora entrou no projeto e viabilizou a montagem de um elenco considerado superior para a Segunda Divisão, além de trazer Marcelinho Paraíba como treinador. A temporada terminou com o título da competição e o acesso à primeira divisão estadual.
O aporte financeiro da Pixbet também possibilitou a construção do Centro de Treinamento Erasmo Alves Ribeiro, em Campina Grande, que inclui campos oficiais, academia, setor de fisioterapia e alojamentos para atletas e comissão técnica.
Com a chegada à elite estadual, o Serra Branca reforçou o elenco para 2024 com jogadores de destaque, entre eles Anderson Paraíba, Bruno Fuso, Diego Ceará e Marcelo Toscano. O clube alcançou, pela primeira vez, as semifinais do Campeonato Paraibano, sendo eliminado pelo Botafogo-PB.
Em 2025, o Serra Branca voltou a avançar até a semifinal e terminou o estadual em terceiro lugar, resultado que garantiu vagas na Copa do Brasil e na Série D. Em 2026, o clube participou pela primeira vez tanto da Série D quanto da Copa do Brasil.
A defesa da Pixbet informou ao Jornal da Paraíba que não teve acesso à decisão que autorizou a operação e que foi “pega de surpresa”. Segundo os advogados, a empresa se manifestará assim que puder analisar a determinação judicial.
Enquanto isso, a direção do Serra Branca monitora os efeitos potenciais da investigação sobre o planejamento esportivo e administrativo do clube para as próximas temporadas.
Com informações de Jornaldaparaiba



