A Justiça da Paraíba revogou a prisão preventiva de David Arayam de Lima Braga, indiciado pela morte de Ianny Marry Barreto de Lira, encontrada morta em Cajazeiras. Com a decisão, o acusado irá aguardar o júri em liberdade.
O processo tramita no Tribunal de Justiça da Paraíba, que afirmou que a prisão anterior era de natureza preventiva. A data do julgamento ainda não foi marcada, e a defesa de David Arayam não foi localizada pelo veículo que divulgou inicialmente as informações.
A vítima, que tinha 28 anos, foi localizada sem sinais de vida dentro de sua residência no bairro Sol Nascente, na Zona Norte de Cajazeiras. Segundo o inquérito policial, ela apresentava sinais de asfixia, um pano na boca e as mãos amarradas. Como não havia indício de arrombamento, a investigação partiu da premissa de que o autor do crime era alguém conhecido da vítima e que teria entrado na casa com o consentimento dela.
O indiciado mantinha relacionamento com Ianny Marry e, conforme o inquérito, os dois se encontraram dias antes do crime, quando houve um desentendimento. A perícia e a análise do celular da vítima foram utilizadas para traçar uma linha do tempo dos acontecimentos. Mensagens indicam que Ianny planejava viajar para trabalhar em Portugal e que avaliava uma possível reconciliação com o ex-marido, identificado como Danilo, que estava ausente na ocasião.
Além das informações extraídas do aparelho da vítima, um exame de DNA apontou que material genético encontrado nas unhas de Ianny Marry corresponde ao de David Arayam de Lima Braga. A Polícia Civil incluiu esse resultado entre as provas do inquérito.
Em resposta às evidências, o advogado Ítalo Estevam contestou a conclusão sobre o material genético, alegando que o encontro entre o indiciado e a vítima teria ocorrido horas antes do crime e que, por essa razão, o material poderia ser fruto de contato consensual. O defensor também afirmou que o cliente nega ter participado do homicídio.
Durante o período em que era investigado, o indiciado chegou a disputar uma eleição municipal em Cajazeiras como candidato a vereador, sem êxito.
A revogação da prisão preventiva encerra a fase em que o acusado permanecia detido, e o caso seguirá até a definição do júri, cuja data segue pendente.
Com informações de G1



