Prisões mantidas após audiência de custódia
A prisão do policial militar investigado pela morte de um homem na BR-101, em Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba, foi mantida em audiência de custódia realizada na tarde de terça-feira, 25 de agosto. O agente foi encaminhado ao Presídio Especial do Valentina, em João Pessoa.
Na mesma audiência, a detenção de um representante de uma seguradora, preso durante as apurações, também teve a manutenção decretada. Ele foi levado para a Cadeia Pública de Alhandra, no interior do estado.
Vítima e versão inicial
A vítima foi identificada como Leonardo Leno Ramos de Araújo, de 35 anos, morto na quinta-feira, 20 de agosto. A versão inicial registrada apontava para uma perseguição a um veículo supostamente roubado, seguida de um confronto armado entre policiais e suspeitos.
Investigação e imagens contestam versão
As apurações da Polícia Civil, contudo, encontraram inconsistências nessa narrativa. De acordo com o delegado Túlio Lustosa, a análise de imagens de câmeras na região indicou que Leonardo era o proprietário do carro e que estava sozinho no veículo no momento dos fatos. A equipe responsável pela investigação, segundo o delegado, verificou as filmagens locais e não identificou a presença de outra pessoa dentro do automóvel.
O delegado também afirmou que o policial militar chegou a registrar imagens do homem após ele ser baleado e manteve diálogo com a vítima enquanto ela ainda estava ferida. Posteriormente, nas imagens, Leonardo aparece sem sinais vitais.
Versão do policial e acionamento da seguradora
Segundo a versão apresentada pelo policial, o carro estaria roubado e havia um segundo ocupante que teria aberto fogo contra os agentes, gerando uma troca de tiros. Conforme esse depoimento, o segundo suspeito teria fugido enquanto Leonardo teria sido atingido e morreu no local. A investigação da Polícia Civil, baseada nas filmagens obtidas, questiona a existência dessa segunda pessoa no veículo.
Ainda conforme a apuração, a esposa de Leonardo acionou a seguradora do automóvel após o marido demorar a retornar contato. A empresa, por sua vez, acionou o policial, que prestava serviços para a seguradora, para auxiliar na localização do veículo. As investigações seguem concentradas na apuração das circunstâncias que levaram à localização do carro e à morte de Leonardo, além da verificação dos relatos apresentados pelos envolvidos.
Com informações de G1



