Senador Efraim Filho (PL-PB) elevou o tom das críticas ao Governo Federal na sessão desta terça-feira (3), no plenário do Senado Federal, durante a discussão sobre a PEC da Segurança Pública. O parlamentar questionou as escolhas do Ministério da Justiça frente ao crescimento da atuação de organizações criminosas no país e pediu ações mais contundentes.

Efraim afirmou que, enquanto facções ampliam controle territorial e desafiam a autoridade estatal, o foco do Executivo deveria ser garantir a segurança da população, proteger famílias e assegurar o direito de ir e vir. Para ele, a preocupação do ministério com a classificação indicativa de desenhos bíblicos exemplifica uma inversão de prioridades diante da gravidade da crise de violência.

O senador informou ter apresentado um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) com o objetivo de contestar a decisão sobre a classificação indicativa em questão. Ele pediu que os colegas acompanhem a tramitação do processo e que o Congresso exerça seu papel de fiscalização sobre atos que considera inadequados.

Efraim também destacou que o combate ao crime organizado não deve ficar restrito a pronunciamentos públicos ou medidas pontuais. Defendeu a elaboração e implementação de uma política nacional de segurança operacional, com integração entre forças policiais, coordenação de inteligência, investimentos estruturais, valorização dos profissionais de segurança e ações contínuas contra as quadrilhas.

Segundo o senador, é inaceitável que facções imponham regras em comunidades e limitem a liberdade das pessoas sem que o Estado apresente respostas proporcionais ao problema. Ele ressaltou a necessidade de recuperar territórios dominados pelo crime e de um Estado efetivamente presente para proteger os cidadãos.

A despeito das críticas, Efraim afirmou voto favorável à PEC da Segurança Pública. Explicou que a proposta não resolve todos os problemas nem representa uma mudança radical, mas vê nela uma oportunidade de avançar na construção de respostas institucionais mais eficazes.

O parlamentar concluiu o pronunciamento enfatizando a urgência de transformar intenções em resultados concretos, com medidas práticas e contínuas para enfrentar a escalada da violência que, segundo ele, assusta as famílias brasileiras.

Com informações de Polemicaparaiba