O contingente de trabalhadores sindicalizados na Paraíba voltou a crescer em 2024 após uma sequência de recuos iniciada em 2017. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam alta de 4,7% no número de associados em comparação com 2023.
Segundo o levantamento, o estado possui 155 mil pessoas de 14 anos ou mais inscritas em sindicatos. Esse grupo faz parte de um universo estimado de 1,658 milhão de ocupados, montante 6,5% superior ao registrado no ano anterior (1,558 milhão).
Comparação com Brasil e Nordeste
Embora expressivo, o avanço paraibano ficou abaixo do comportamento nacional. Em todo o país, o total de sindicalizados aumentou 9,8%, enquanto na região Nordeste o crescimento foi de 2,9%.
Evolução histórica
O atual resultado interrompe um ciclo de retração que se estendia desde 2017, quando o estado contabilizava 253 mil filiados. Em 2019, esse número já havia caído para 198 mil. Os anos de 2020 e 2021 não tiveram coleta de dados; em 2022, a estimativa era de 168 mil sindicalizados e, em 2023, de 148 mil.
Na comparação com 2012, início da série histórica, o recuo permanece significativo. Há doze anos, 276 mil paraibanos integravam entidades sindicais, cifra 43,8% superior à verificada em 2024.
Taxa de sindicalização bate mínimo histórico
Apesar do aumento absoluto de associados, a taxa de sindicalização estadual — proporção de sindicalizados dentro da população ocupada — caiu para 9,3%, o menor patamar da série. Em 2017, o índice era de 16,5% e vem declinando ano a ano: 14,7% em 2018 e 9,5% em 2023.
Mesmo em queda, o percentual paraibano segue acima da média brasileira (8,9%). No ranking nacional, é o oitavo maior e, entre os estados nordestinos, o quinto mais elevado.
Participação feminina supera a masculina
Pela primeira vez desde 2012, a taxa de sindicalização das mulheres (9,4%) ultrapassou a dos homens (9,3%) na Paraíba. Ambos os indicadores recuaram frente a 2023, mas a diferença, ainda que pequena, inverteu a tendência histórica local.
No Nordeste, a predominância feminina é observada em toda a série. Em 2024, o percentual das trabalhadoras sindicalizadas chegou a 10%, enquanto entre os homens ficou em 8,9%. No âmbito nacional, o cenário permanece distinto: a participação masculina (9,1%) supera a feminina (8,7%), situação mantida desde 2023, após breve inversão em 2022.
Os números reforçam a continuidade da perda de representatividade sindical no estado, ao mesmo tempo em que apontam uma reação modesta no total de filiados e uma mudança na composição de gênero entre os associados.
Com informações de Jornaldaparaiba



