Crescimento de casos pressiona atendimento pediátrico em Cajazeiras
O Hospital Regional de Cajazeiras (HRC) atingiu sua capacidade máxima na ala pediátrica diante do aumento de síndromes respiratórias em crianças registrado no primeiro semestre. A coordenadora de Pediatria do HRC, Dra. Emanuelle Lira, afirmou em entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário, que a sazonalidade dessas doenças costuma se intensificar a partir de março, com pico em abril e maio, e normalmente apresenta melhora após as festas juninas. Este ano, segundo a médica, a tendência é de prolongamento desse período pela ocorrência da Copa. Transmissão: Band
Dra. Emanuelle explicou que as aglomerações em eventos festivos contribuem para a sobrecarga do sistema de saúde, ao acelerar a circulação viral entre crianças. Em razão da alta demanda, muitos responsáveis têm dúvidas sobre onde buscar atendimento inicial quando os sintomas gripais surgem.
A coordenadora ressaltou que, em Cajazeiras, o atendimento primário não deve ser buscado diretamente no hospital de alta complexidade. A porta de entrada adequada é a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde a criança é avaliada e recebe a conduta inicial. Casos leves podem receber tratamento ambulatorial e alta; quando há necessidade de internação, a UPA define se o paciente será encaminhado para enfermaria ou UTI.
Para internações de média complexidade, a regulação estadual encaminha pacientes ao Hospital Universitário Júlio Bandeira (HUJB) ou às 10 vagas de enfermaria sazonal abertas temporariamente pelo próprio HRC. Em situação de gravidade, o HRC dispõe de 5 leitos de UTI pediátrica e é a única referência em terapia intensiva infantil em um raio de 200 quilômetros, atendendo dezenas de municípios do Sertão.
Quando os leitos de UTI do HRC estão ocupados, a regulação busca vagas em outras regiões do estado, como Patos, Campina Grande ou João Pessoa. A coordenadora enfatizou que todo o procedimento de busca e alocação de leitos é realizado internamente entre os órgãos de saúde, sem necessidade de deslocamento dos familiares em busca de vaga.
Dra. Emanuelle ainda relatou a dinamicidade no fluxo de pacientes: altas e admissões ocorrem em curto espaço de tempo, e leitos liberados são rapidamente ocupados por novos casos que aguardam atendimento.
Assista à entrevista completa com a coordenadora de Pediatria do HRC para mais detalhes sobre o atendimento e orientações aos responsáveis.
Com informações de Diariodosertao




