A advogada e jurista Érika Von Sohsten (PDT-PB), candidata a deputada federal, afirmou em entrevista ao programa Olho Vivo, exibido pela TV e Rede Diário, que foi alvo de ataques nas redes sociais ao divulgar posicionamentos em defesa da autonomia e da integridade das mulheres. Durante a participação, ela cobrou a aplicação prática das normas de proteção à mulher e criticou a falta de estrutura das redes públicas de acolhimento, especialmente no interior e na região do Sertão paraibano.

Érika relatou que, ao publicar conteúdo sobre a autonomia feminina, sofreu ofensas e mensagens diretas agressivas. Segundo a candidata, além de ataques vindos de usuários em geral, houve reações hostis de algumas mulheres que, por desconhecimento dos direitos, replicaram argumentos de agressores. Ela afirmou que as respostas nas redes foram “pesadas” e públicas, o que ilustra a resistência encontrada por quem defende pautas de proteção às mulheres.

No comentário sobre a realidade enfrentada por vítimas em municípios pequenos, a jurista alertou para o risco de orientar mulheres a denunciar sem oferecer suporte institucional e segurança. Érika afirmou que, em localidades onde a estrutura é inexistente, a simples recomendação para prestar queixa pode expor a vítima a consequências fatais: sem escolta, sem profissionais capacitados para acolhê-la e sem locais seguros para abrigar filhos ou oferecer acompanhamento, a mulher pode ser revitimizada ou até perder a vida.

Ela defendeu que o atendimento das forças de segurança pública deve garantir proteção imediata e integral, com suporte psicológico, abrigo temporário e assistência social para as vítimas e seus dependentes. Entre as providências citadas pela candidata estão escolta para retirar pertences da residência, acolhimento dos filhos e acompanhamento por assistentes sociais e psicólogos, com prazo adequado para que a mulher se reorganize.

Érika também mencionou relatos recebidos durante a campanha: eleitoras que enviaram fotos de agressões, desabafos sobre intenção de morrer e dificuldades para voltar ao mercado de trabalho por causa dos traumas. Para ela, esses depoimentos reforçam a urgência de transformar leis em medidas concretas.

Concluindo, a candidata criticou a aprovação de normas sem a previsão de orçamento e mecanismos para sua efetivação, ressaltando a diferença entre a vigência de uma lei e sua eficácia prática. A íntegra da entrevista foi exibida no programa Olho Vivo.





Com informações de Diariodosertao