A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (17) que a economia brasileira teve queda de 1,1% entre maio e junho, segundo o Monitor do PIB, sua prévia mensal sobre a atividade econômica. Apesar da retração em junho, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre registrou avanço de 0,3%, impulsionado principalmente pelo consumo.
Quem e como foi feito o levantamento
O estudo é elaborado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que estima o comportamento do PIB a partir de indicadores da agropecuária, indústria, comércio e serviços. O dado final e oficial é divulgado trimestralmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que vai publicar o resultado do segundo trimestre no dia 1º de setembro.
Desaceleração da atividade
A coordenadora do Monitor do PIB, a economista Juliana Trece, afirmou que a pesquisa evidencia uma desaceleração da atividade econômica em relação ao primeiro trimestre, quando o crescimento havia sido de 1% na comparação com o período anterior. Segundo Trece, a perda de ritmo foi observada em agropecuária, indústria e serviços; apenas o consumo manteve a mesma sequência de expansão do início do ano.
Ela ressaltou que a sustentação do consumo no trimestre se deveu, sobretudo, ao bom desempenho do consumo de serviços e de bens duráveis. O resultado do período de abril a junho foi o 20º positivo consecutivo, destacou a economista.
Componentes e números
O Monitor do PIB aponta que, no segundo trimestre, o consumo das famílias cresceu 2,6% em relação ao primeiro trimestre de 2026. As exportações avançaram 4,5% e as importações, 5,7%. A taxa de investimento estimada para maio foi de 18,5%, ligeiramente abaixo dos 18,6% registrados no primeiro trimestre.
Em valores correntes, a FGV estima o PIB acumulado no primeiro semestre em R$ 6,557 trilhões. No acumulado em 12 meses, o crescimento é de 1,8%.
Contexto e projeções
No contexto externo e interno, a FGV cita fatores que pressionam a atividade, como a alta do preço do barril do petróleo em razão da guerra no Oriente Médio, os juros em níveis elevados no Brasil e o alto endividamento das famílias. Em agosto, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic em 0,25 ponto, deixando-a em 14% ao ano.
Outro indicador prévio, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br), mostrou recuo de 0,6% em junho. O próprio Banco Central projeta expansão de 0,2% na passagem do primeiro para o segundo trimestre e alta de 1,5% em 12 meses.
O resultado oficial do PIB referente ao segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro.
Com informações de Agência Brasil



