Durante o debate entre candidatos ao Senado pela Paraíba realizado pela TV Arapuan, João Azevêdo (PSB) fez críticas à atuação de Marcelo Queiroga quando este ocupou o Ministério da Saúde no governo de Jair Bolsonaro. O confronto ocorreu nesta segunda-feira (31) e abordou tanto medidas para combater a corrupção na saúde quanto realizações da gestão estadual.
Azevêdo afirmou que já existe legislação suficiente para punir desvios de recursos na área da saúde e que a questão é a aplicação dessas normas. O governador aproveitou o debate para destacar ações feitas em seu governo, citando a redução de filas por cirurgias, reformas em hospitais regionais e a construção de novas unidades de atendimento. Segundo ele, cerca de 282 mil pessoas que aguardavam procedimentos foram assistidas durante sua gestão.
Obras e atendimentos citados pelo governador
Entre as obras mencionadas por Azevêdo estão o Hospital da Mulher de João Pessoa, o Hospital de Clínicas de Campina Grande, o Hospital da Mulher do Sertão, em Sousa, e o Hospital de Trauma em construção em Patos. O governador afirmou que essas iniciativas ajudaram a diminuir o tempo de espera por cirurgias e a melhorar o atendimento no SUS estadual.
Críticas a Queiroga
No embate, Azevêdo apontou que Queiroga teve a oportunidade de ampliar investimentos da União na Paraíba durante o período em que foi ministro da Saúde, mas não o teria feito. O governador comparou números relativos ao envio de ambulâncias e recursos: disse que, na gestão de Queiroga, foram entregues 30 ambulâncias, enquanto, em outro período, o total chegou a 170; e que o repasse federal à Paraíba passou de cerca de R$ 2 bilhões para R$ 4,6 bilhões. Azevêdo também declarou que, na gestão do ex-ministro, foram fechadas UTIs e bloqueados recursos destinados a essa área.
Queiroga, que esteve à frente do ministério entre 2021 e 2022, rebateu as acusações e defendeu sua atuação à frente da pasta. O ex-ministro disse ter incluído cinco medicamentos no programa Farmácia Popular e ressaltou a distribuição de vacinas contra a Covid-19 realizadas na gestão federal.
Debate sobre corrupção na saúde
O tema da corrupção em saúde foi levantado por Queiroga, que defendeu a criação de uma legislação mais rigorosa para punir desvios de recursos, citando casos como a Operação Calvário e as suspeitas sobre compras de respiradores pelo Consórcio Nordeste. Azevêdo respondeu reafirmando que já existem mecanismos legais e que, ao assumir o governo em 2019, determinou intervenções em hospitais administrados por organizações sociais e criou a PB Saúde para gerir várias unidades. Quando questionado sobre investigações de corrupção durante sua gestão, o governador disse que os processos estão sob responsabilidade da Justiça.
O debate seguiu com os candidatos trocando posições sobre as medidas adotadas e as responsabilidades em relação aos repasses e à gestão de serviços de saúde.
Com informações de Polemicaparaiba



