João Azevêdo, pré-candidato ao Senado pelo PSB, afirmou nesta quinta-feira (9) em Sousa que o chamado “voto cruzado” é inevitável nas eleições deste ano, mas relativizou o impacto dessa prática sobre o resultado final da disputa. A declaração foi dada em entrevista à TV Diário do Sertão, durante visita para prestigiar o evento São Julho 2026 e para encontros com aliados.
Azevêdo reconheceu que eleitores ligados ao seu grupo podem optar por candidatos de outras coligações, citando em especial apoios a nomes do grupo do ex-prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao governo, Cícero Lucena (MDB). Mesmo assim, demonstrou otimismo sobre o desempenho da aliança governista e reafirmou confiança na vitória coletiva dos integrantes da chapa.
Questionado sobre a possibilidade de perda de unidade entre os integrantes da coligação, especialmente sobre rumores de desentendimento com Nabor Wanderley (Republicanos) — segundo pré-candidato ao Senado na mesma chapa governista — Azevêdo negou que exista qualquer racha. Segundo ele, o diálogo franco e aberto dentro do grupo é a forma de evitar e resolver incômodos que eventualmente surjam.
Sobre o voto cruzado, o pré-candidato disse: “Esse voto cruzado vai acontecer? Vai. É impossível imaginar que não aconteça. Mas a nossa obrigação é buscar a unidade do grupo permanentemente. E é isso que nós estamos fazendo Paraíba afora”.
Ao comentar a composição e a expectativa sobre os cargos que a aliança pretende conquistar, Azevêdo afirmou que a chapa sairá vitoriosa por inteiro. Em suas palavras: “Não existe isso. O que existe é a gente trabalhar de forma muito franca, muito clara. Quando alguma coisa incomoda alguém, você bota na mesa. É assim que tem que ser. E eu não tenho dúvida nenhuma que nós vamos ser vencedores com a chapa inteira. Lucas será governador, Nabor será senador e, se Deus quiser, eu serei senador, porque nós estamos trabalhando nessa unidade há muito tempo”.
Durante a passagem por Sousa, Azevêdo participou de compromissos relacionados ao evento São Julho 2026 e manteve reuniões com lideranças locais, reforçando a estratégia de unidade do grupo em diferentes regiões do estado.
O pré-candidato encerrou a agenda reafirmando confiança na coligação e negando rupturas internas, destacando a manutenção do diálogo como instrumento principal para preservar a parceria entre os nomes que compõem a chapa.
Com informações de Diariodosertao



