Uma jovem de 18 anos foi morta na noite de quinta-feira, 21 de novembro, na ponte que conecta os municípios de Pilar e Itabaiana, no Vale do Rio Paraíba. A vítima, identificada como Paula Roberta de Oliveira Alves, foi atingida por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos.

Segundo relatos de familiares, Paula deixou a residência afirmando que iria encontrar um homem descrito por ela como namorado. A família, no entanto, não tinha conhecimento da identidade desse possível companheiro. Horas depois, o corpo da jovem foi encontrado na estrutura que liga as duas cidades.

Suspeita de feminicídio

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de feminicídio. De acordo com agentes responsáveis pelo inquérito, o fato de a vítima ter sido vista pela última vez acompanhada do suposto namorado é o principal elemento que sustenta essa linha de investigação. Até o momento, ninguém foi preso.

Investigadores informaram que estão analisando imagens de câmeras instaladas nos acessos à ponte, além de colher depoimentos de pessoas que conviviam com a jovem. O objetivo é traçar a rota percorrida pelo casal e identificar eventuais testemunhas que possam ter presenciado o crime ou notado movimentação suspeita na área.

Vítima deixa dois filhos

Paula Roberta era mãe de duas crianças. Parentes relataram que a jovem dividia o tempo entre o cuidado com os filhos e atividades informais para complementar a renda da família. O velório deve ocorrer em Pilar, mas, até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial sobre horário e local do sepultamento.

Próximos passos da investigação

Além das imagens em análise, a polícia pretende requisitar dados de telefonia para rastrear ligações e mensagens trocadas por Paula antes do encontro. As autoridades também aguardam resultados de perícia balística que possa indicar o calibre da arma utilizada e, eventualmente, relacionar o projétil a outras ocorrências na região.

Quem tiver informações que auxiliem na identificação do autor dos disparos pode contatar a Delegacia de Itabaiana ou acionar o disque-denúncia 197. As ligações são gratuitas e o anonimato é garantido.

O crime segue em investigação e, até este momento, não há previsão para conclusão do inquérito.

Com informações de G1