O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (17), um aumento no valor pago pelo Bolsa Família de cerca de 15%, informou o governo. Com o reajuste, o piso do programa passa de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio sobe de R$ 675 para R$ 777.
Segundo o Executivo, o piso de R$ 600 havia sido fixado durante o governo de Jair Bolsonaro, na transição do Auxílio Emergencial — criado durante a pandemia de Covid-19 — para o Auxílio Brasil. Com a posse de Lula em 2023, o programa voltou a ser chamado de Bolsa Família.
O impacto orçamentário do reajuste foi detalhado pelo ministro do Planejamento, Bruno Moretti. Ele informou que a medida terá custo estimado em R$ 5,8 bilhões ainda neste ano e de R$ 22 bilhões em 2027. Moretti afirmou que o aumento busca recompor perdas inflacionárias acumuladas desde o início do governo Lula, em 2023, até o mês corrente.
O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Wellington Dias, reforçou que a recomposição pela inflação está prevista em lei. Ambos os ministros declararam que o reajuste foi calculado dentro do espaço fiscal disponível, segundo a versão oficial.
O anúncio ocorre poucos dias antes do pleito eleitoral, em um momento em que o governo afirmou que a correção visa repor poder de compra perdido desde a implantação do atual valor mínimo. Não foram divulgados, no comunicado oficial, detalhes sobre o calendário de pagamento com os novos valores nem informações adicionais sobre critérios de elegibilidade além dos já vigentes.
O governo informou os percentuais e os números nominais do reajuste e apresentou as estimativas de impacto financeiro para os próximos anos, ressaltando que a medida se insere em previsão legal e em parâmetros fiscais apontados pela equipe econômica.
Com informações de Maispb

