O ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PL) reagiu neste sábado (22) à detenção preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em entrevista ao Portal MaisPB, Queiroga disse ter recebido a notícia com “indignação” e classificou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma “injustiça continuada”.
“Eu recebo com indignação essa injustiça continuada contra Bolsonaro, contra políticos da direita no Brasil”, afirmou. Segundo ele, o país atravessa um “momento difícil”, mas a situação deve servir de incentivo para que a direita se mobilize nas eleições de 2026. “Tudo isso é motivo para que estejamos mais mobilizados do que nunca em 2026 para devolver o Brasil aos brasileiros”, declarou.
Queiroga acrescentou que, “como amigo e como cidadão”, torce pela recuperação da saúde do ex-presidente e pela restituição de seus direitos políticos.
Detalhes da prisão
Jair Bolsonaro foi preso por volta da manhã deste sábado, em Brasília. A medida, de caráter preventivo, foi solicitada pela Polícia Federal (PF) ao STF e autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
Na decisão, Moraes apontou risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos e violação da tornozeleira eletrônica às 0h08 do mesmo dia. O ministro citou ainda a convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) na noite de sexta-feira (21). O ato, na avaliação do magistrado, poderia ser usado para “obstruir a fiscalização das medidas cautelares e da prisão domiciliar”.
Conforme o despacho, a suposta tentativa de romper o equipamento de monitoramento indica que o ex-presidente buscava viabilizar uma fuga, favorecida pela confusão gerada pelos apoiadores. Moraes relembrou que, durante investigações anteriores que resultaram na condenação de Bolsonaro, foi identificado plano semelhante, envolvendo pedido de asilo à embaixada da Argentina.
Desde 4 de agosto, o ex-chefe do Executivo permanece em prisão domiciliar, imposta após descumprir determinações judiciais anteriores. As medidas proíbem o uso de redes sociais, direta ou indiretamente, e o contato com diplomatas, embaixadas ou consulados.
Com a nova ordem, Bolsonaro seguirá privado de liberdade, agora sob custódia preventiva, enquanto a PF aprofunda as apurações sobre as eventuais violações das restrições e a suspeita de fuga.
Com informações de Maispb



