O oftalmologista Antônio Henriques esclareceu, em sua coluna, o que acontece no olho humano quando a catarata se desenvolve. Segundo o especialista, o problema consiste na opacificação do cristalino, estrutura descrita por ele como a “lente natural” localizada logo atrás da íris. É essa pequena lente que permite a passagem dos raios de luz até a retina, camada responsável por transformar a luminosidade em impulso nervoso e, consequentemente, em imagem.
De acordo com Henriques, o cristalino precisa manter-se completamente transparente para que a luz chegue sem barreiras às células retinianas. Quando a transparência se perde, a formação das imagens fica comprometida. O resultado direto é a piora da visão, percebida pelo paciente de maneira progressiva, já que o processo de opacificação costuma avançar pouco a pouco.
O médico enfatizou que, ao tornar o cristalino turvo, a catarata cria um obstáculo mecânico ao percurso da luz. Assim, mesmo em ambientes bem iluminados, os objetos podem parecer embaçados, pois a retina já não recebe a quantidade ideal de claridade para converter em sinais visuais nítidos.
Henriques também destacou o papel anatômico do cristalino. Posicionado atrás da íris, ele funciona como uma verdadeira lente interna, ajustando o foco conforme a distância do objeto observado. A opacificação, portanto, não apenas reduz a luminosidade que chega à retina, mas afeta a capacidade natural de focalização do olho, agravando ainda mais a perda da nitidez.
Ao final da explicação, o oftalmologista reforçou que qualquer alteração na transparência do cristalino é considerada catarata e requer avaliação profissional. Ele frisou que, diante de sinais de visão turva ou dificuldade crescente para enxergar, o paciente deve procurar atendimento especializado para receber orientação adequada.
As observações de Antônio Henriques foram publicadas na coluna em que o especialista aborda temas relacionados à saúde ocular e esclarece dúvidas frequentes de seus leitores.
Com informações de Paraibaonline


