O total de candidatos que apresentam títulos religiosos nas urnas para as eleições de 2026 na Paraíba diminuiu pela metade em comparação com 2022, aponta levantamento do Jornal da Paraíba com base no sistema Divulgacand do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo a checagem, são seis postulantes com referência a titulação religiosa neste pleito, oito a menos do que quatro anos atrás. Desses seis, três concorrem a deputado federal e três a deputado estadual.
A maior parte dos candidatos identificados como religiosos tem ligação com o protestantismo evangélico, mas a atual disputa também traz uma candidatura representante das religiões afro-brasileiras: Mãe Goretti, filiada ao Democrata, que disputa vaga de deputada federal.
Em relação às legendas, os candidatos com títulos religiosos estão predominantemente em partidos de centro e de direita. Não há, nesta eleição, candidatos que utilizem títulos católicos na urna.
O deputado federal Frei Anastácio (PT), que figurava como representante católico em pleitos anteriores, desistiu de concorrer em 2026. Outro nome ligado ao catolicismo, o deputado Luiz Couto (PT), que busca a reeleição, optou por não registrar o título religioso no registro de candidatura.
O levantamento do Jornal da Paraíba aponta ainda os nomes dos candidatos com referência religiosa registrados no estado. Para deputado estadual aparecem: Pastor Isaac Venerado (MDB), Pastor Robson (Democrata) e Bispo José Luiz (Republicanos). Entre os candidatos a deputado federal estão Missionária Ivone do HU (Novo), Mãe Goretti (Democrata) e Profeta Ivanildo (Mobiliza).
O recuo no número de candidatos com títulos religiosos ocorre em um contexto de mudanças na composição religiosa da população paraibana. Dados do Censo 2022 do IBGE mostram que a população que se declara evangélica cresceu 24,88% na Paraíba. Ainda assim, os católicos continuam sendo a maioria no estado: 68,96% da população, o que corresponde a 2.367.779 pessoas, segundo o censo.
A redução no uso de títulos religiosos pelos candidatos pode influenciar a formação das bancadas religiosas nas assembleias, conforme a dinâmica eleitoral e as preferências do eleitorado paraibano se alteram.
Com informações de Jornaldaparaiba



