A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (6), a Operação Narco Express com o objetivo de desarticular uma organização voltada ao comércio eletrônico, ao armazenamento e à distribuição de entorpecentes no estado da Paraíba.

Mandados e cumprimento

A 2ª Vara Regional de Garantias da Paraíba expediu, ao todo, 18 mandados judiciais relacionados à operação, sendo 11 de prisão preventiva e 7 de busca e apreensão. As ordens foram cumpridas nas cidades de João Pessoa, Cabedelo (PB) e Tibau do Sul (RN).

Das prisões realizadas, dez ocorreram na capital paraibana e uma na cidade do Rio Grande do Norte, totalizando 11 pessoas detidas no cumprimento das medidas determinadas pela Justiça.

Modo de atuação do grupo

Segundo as investigações, o grupo atuava com a lógica de uma empresa virtual de venda de drogas, oferecendo substâncias de origem natural e sintética por meio de redes sociais. A organização utilizava imóveis alugados como pontos de armazenamento e operava estufas climatizadas para cultivo hidropônico de maconha.

Além do cultivo e do armazenamento, a estrutura criminosa contava com entregadores responsáveis pela distribuição dos entorpecentes. Para dificultar a identificação e o rastreamento dos valores obtidos, havia um núcleo financeiro composto por interpostas pessoas destinado a ocultar e pulverizar os recursos provenientes da atividade ilícita.

Medidas judiciais e possíveis crimes

A Justiça determinou o sequestro de bens, o bloqueio de contas bancárias e o congelamento de criptoativos mantidos em corretoras de ativos virtuais de 14 investigados. Os envolvidos poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e atos de violência armada.

As ações visaram desarticular a cadeia operacional e financeira do grupo, atendendo a mandados judiciais emitidos pela 2ª Vara Regional de Garantias da Paraíba e executados pela Polícia Federal nas localidades indicadas.

Com informações de Maispb