Edvaldo Neto protocola pedido para reassumir vaga na Câmara e abrir mão do cargo de prefeito interino

O vereador e prefeito afastado de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), apresentou à Câmara Municipal um requerimento solicitando o retorno ao exercício do mandato legislativo e, simultaneamente, formalizando seu afastamento das funções de prefeito interino. A iniciativa, segundo o documento, tem como objetivo permitir que o parlamentar concentre esforços na defesa em processo que apura suposta ligação entre a administração municipal e uma facção local.

A decisão judicial mais recente determinou a suspensão de Edvaldo Neto apenas em relação ao cargo de prefeito interino, sem atingir o seu mandato parlamentar. Com base nesse entendimento, o vereador busca reassumir a cadeira na Casa Legislativa e se desligar da chefia do Executivo até o desenrolar do processo.

No requerimento, Edvaldo Neto ressalta que a medida cautelar imposta pela Justiça alcança exclusivamente as atribuições executivas do município, preservando seus direitos políticos e o exercício das funções legislativas. O documento argumenta que a restrição não interfere na possibilidade de atuação do parlamentar na Câmara Municipal, destacando a distinção entre os dois cargos.

O pedido foi protocolado na Secretaria Legislativa da Câmara às 13h50 (Brasília UTC-3) do dia 15 de abril de 2026, conforme registro oficial do recebimento. No texto protocolado, o vereador apresenta a mudança de posição administrativa como uma estratégia jurídica para melhor conduzir sua defesa no procedimento investigatório.

A tramitação do requerimento seguirá as normas internas do Legislativo municipal para análise e deliberação entre os membros da Mesa Diretora e os pares. Até a conclusão dos atos administrativos relativos ao pedido, caberá à Câmara apurar e decidir sobre a aceitação do retorno do parlamentar ao exercício do mandato e sobre as providências decorrentes do afastamento do cargo de prefeito interino.

O processo que motivou a suspensão discute as supostas relações entre a gestão municipal e uma facção local; a Prefeitura e o Legislativo deverão avaliar os desdobramentos institucionais enquanto o caso avança na Justiça.

Com informações de Maispb