O rendimento mensal real de trabalhadores da Paraíba atingiu R$ 2.576 no terceiro trimestre de 2025, valor 5,9% superior ao observado entre abril e junho (R$ 2.433). Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (14).
Na comparação com o mesmo intervalo de 2024, quando a renda média estava em R$ 2.530, o crescimento foi de 1,8%. Apesar da alta, o valor paraibano permanece abaixo da média nacional, calculada em R$ 3.507, mas supera o resultado regional do Nordeste, fixado em R$ 2.438.
Entre as 27 unidades da Federação, a Paraíba apresentou o sétimo menor rendimento. O Distrito Federal registrou a maior média (R$ 6.145), seguido de Santa Catarina (R$ 4.199).
Informalidade recua, mas patamar segue elevado
A pesquisa também mostrou redução no trabalho informal. A taxa ficou em 48,9% no terceiro trimestre, equivalente a aproximadamente 825 mil pessoas. No mesmo período de 2024, o índice era de 50,1%, ou cerca de 846 mil trabalhadores, representando 21 mil informais a menos em um ano.
Mesmo com a queda, o estado aparece com o sétimo maior percentual de informalidade do país. A média nordestina ficou ligeiramente acima (50,3%), enquanto o índice brasileiro foi menor, alcançando 37,8%.
Emprego e desemprego mantêm estabilidade
O contingente de cidadãos ocupados cresceu na passagem de um ano, segundo o IBGE. Em 2024, havia 1,687 milhão de pessoas com algum tipo de trabalho; em 2025 o número subiu para 1,665 milhão, acréscimo de 24 mil ocupados, de acordo com a série da Pnad Contínua.
Já a taxa de desocupação permaneceu em 7% entre julho e setembro deste ano, repetindo o patamar do trimestre anterior. Na comparação com o terceiro trimestre de 2024, houve queda de 0,8 ponto percentual.
Dentro do ranking nacional, a Paraíba apresentou a 12ª maior taxa de desemprego. No recorte regional, ficou com o terceiro menor índice do Nordeste.
Os resultados reforçam a tendência de recuperação da renda no estado, mas evidenciam a persistência de níveis elevados de informalidade e a necessidade de avanços para alcançar a média salarial nacional.
Com informações de G1



