O vice-prefeito de Marizópolis, Jeferson Vieira (PT), usou as redes sociais para contestar a divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) feita pela administração do prefeito Luquinha do Brasil (PSB). Na avaliação de Jeferson, a gestão municipal tem exaltado os números com comparações inadequadas, construindo uma imagem distorcida da qualidade do ensino público local.
Segundo o vice-prefeito, a prefeitura tem contraposto as notas atuais apenas com indicadores históricos do próprio município, em vez de confrontá-las com os resultados das cidades vizinhas da mesma região, o que, na visão dele, levaria a uma análise mais realista do desempenho.
Jeferson apresentou dados regionais e estaduais para sustentar a crítica. Para os anos finais do ensino fundamental, Marizópolis ocupa a 5ª posição entre as nove cidades da Grande Sousa. No panorama estadual, o município aparece na colocação 83 entre os 223 municípios da Paraíba.
O quadro é mais preocupante nos anos iniciais. Entre as nove cidades da Grande Sousa, Marizópolis ficou em penúltimo lugar e, no estado, atingiu a posição 141 de 223 municípios.
O vice-prefeito alertou para as consequências desses resultados sobre as perspectivas dos estudantes. Ele afirmou que os alunos de Marizópolis, ao entrarem no mercado de trabalho, competirão com jovens de municípios vizinhos que, segundo ele, atualmente apresentam índices superiores de qualidade educacional.
Avaliação interna, aprovação e denúncias
Jeferson também criticou os critérios adotados pela Secretaria de Educação local. Conforme ele, os resultados do IDEB foram obtidos mantendo uma taxa de aprovação de 100%, o que, segundo o vice-prefeito, indica proibição de retenção de alunos. Ele acrescentou que esse desempenho surge em meio a alegações de fraude nas avaliações que compõem a nota do índice.
Além das questões relacionadas às provas, o vice-prefeito listou problemas estruturais e pedagógicos nas escolas municipais: professores contratados recebendo vencimentos inferiores aos efetivos, ausência de entrega de material escolar neste ano, falta de cuidadores nas unidades e fardas inadequadas que não foram ajustadas ao tamanho dos alunos.
Jeferson também lembrou de uma disputa judicial sobre direitos trabalhistas da categoria, afirmando que o município tem tentado postergar o pagamento de precatórios de professores.
Por fim, o vice-prefeito criticou a proximidade temporal entre a entrega de mochilas escolares e o período eleitoral, apontando a ação como ato de autopromoção do gestor nas redes sociais da prefeitura. O Diário do Sertão informou que não conseguiu contato com a Secretaria de Educação nem com o prefeito Luquinha do Brasil; o espaço permanece aberto para manifestação da gestão.
Com informações de Diariodosertao


